Uma das primeiras coisas que as pessoas que querem emagrecer costumam fazer é uma lista mental do que entendem como uma alimentação saudável e não saudável.

Na lista dos alimentos “autorizados”, geralmente estão os menos calóricos, enquanto que tudo que tem gordura, açúcar ou é rico em carboidrato vira um grande inimigo. Mas será que isso faz algum sentido?

Venho lutando há anos para tirar este estigma da cabeça das pessoas, de que existem coisas que engordam, e outras que emagrecem. Melhor do que fazer essa divisão entre “certo” e “errado”; “liberado” ou “proibido”, é rever a alimentação como um todo. E, sobretudo, o estilo de vida e a relação com a comida.

Se você fica muito obcecado querendo saber o que é alimentação saudável e não saudável, pode não estar se dando conta de que sua forma de encarar o ato de comer pode ter virado algo automático. E, com isso, acaba não prestando atenção na coisa mais valiosa – o prazer de comer!

Essa interação conturbada com os alimentos aumenta a sensação de culpa e faz você pensar que está sempre errando em alguma coisa, por isso não consegue emagrecer.

Se come um brigadeiro, já acha que vai engordar. Se exagera no fim de semana, na segunda-feira já quer partir para uma nova dieta para “se punir”. Se vai num churrasco ou numa festa de família, fica mentalmente contando calorias ou, pior, passando vontade das coisas.

Estes sentimentos com relação à comida são muito cansativos. E não ajudam ninguém a emagrecer!

Porque melhor do que separar sua vida entre alimentação saudável e não saudável, decorar o número de calorias das coisas e viver se punindo por exageros ocasionais, é preciso mudar de atitude. O comportamento é tão importante quanto o nutriente, e é disso que vamos falar agora!

Alimentação saudável e não saudável: o teste do alface

Nas minhas palestras, geralmente costumo perguntar para as pessoas o que elas entendem por alimentação saudável e não saudável. Uso imagens para representar essa questão, por exemplo: um prato de alface versus um suculento pedaço de bolo de chocolate.

É claro que a verdura sempre é apontada pela maioria das pessoas como a opção mais saudável e menos “engordativa”. Mas eu uso esse exemplo justamente para enfatizar o quanto é relativo avaliarmos nossa alimentação dessa forma, tão binária. O nosso corpo e nossa mente não são tão simplórios assim.

Imagine a seguinte situação: você está em um aniversário e, ao invés de se dar ao direito de comer o bolo e as demais coisas gostosas da festa, você simplesmente tira da bolsa uma vasilha com uma saladinha que você considera pouco inofensiva para sua dieta.

Isso é saudável? Do ponto de vista comportamental, nem um pouco!

Porque a chance de você acumular essa vontade e exagerar quando chegar em casa, ou no dia seguinte, é enorme. Ninguém consegue ficar na restrição por um período prolongado sem sofrer consequências do ponto de vista comportamental.

Por isso sou completamente contra as dietas radicais, que costumam fazer uma divisão entre alimentação saudável e não saudável. Todo mundo deveria se sentir livre para comer de tudo, desde que exista equilíbrio e moderação.

Quer entender mais porque sou contra dietas restritivas? Veja esse vídeo que explico tudo sobre isso em meu canal:

Mas e as calorias do bolo?!?

Muita gente acha que ao se permitir comer coisas mais calóricas – como um bolo de chocolate, por exemplo – estarão fadados a engordar e nunca mais emagrecer, porque vão criar o hábito de comer tudo que quiserem quando sentirem vontade.

Mas eu digo que é justamente o contrário. O fato de você ouvir seu corpo e satisfazer suas vontades diminui a obsessão por coisas que você considera “proibidas” e, assim, acaba comendo em paz e em menor quantidade.

Mais eficiente do que separar a alimentação saudável e não saudável, é você reeducar seu paladar para que passe a comer mais alimentos in natura, mais comida caseira, e menos ultraprocessados.

No meu livro, O Peso das Dietas, eu mostro mais de 70 receitas simples, minhas e de amigos espalhados pelo mundo, que demonstram o quanto é prático e gostoso cozinhar em casa!

Outra dica: passar a beber mais água e diminuir o consumo das bebidas doces industrializadas. Em poucas semanas, seu corpo estará habituado com sabores mais naturais.

Aí você me pergunta: o que isso tem a ver com o bolo, Sophie? E eu respondo: tudo!

O que estou querendo dizer é que não importa tanto a quantidade de calorias, mas sim, a qualidade! Um prato de salada com legumes pode ter o mesmo valor calórico do que uma lata de refrigerante. Mas esses dois alimentos têm uma interação completamente diferente com seu organismo.

Então, se for comer um bolo, um chocolate, uma sobremesa, um hambúrguer ou qualquer outra coisa que você considere mais “pesada”, escolha bem e saboreie sem culpa!

Prefira as preparações caseiras, os temperos naturais, os ingredientes de qualidade. Sua saúde agradece.

Tratando bem do seu corpo, você finalmente conseguirá se livrar da culpa e conquistar uma relação tranquila com a comida.

A chave está em mudar a sua relação com a comida. Ela não deve ser uma vilã no seu caminho e sim sua aliada. Comer deve ser um ato de prazer e não de culpa.

Esses aspectos e muitos outros fazem parte do meu programa Efeito Sophie que está se espalhando pelo Brasil e Mundo!

Para ajudar milhares de pessoas que também vêem a alimentação como um desafio, eu criei o programa online Efeito Sophie. São seis semanas de vídeo aulas, materiais e atividades online para você colocar em prática no seu dia a dia e voltar a escutar os sinais do corpo como fome e saciedade.

Além de participar da nossa comunidade exclusiva onde poderá trocar ideias e aprendizados com pessoas que estão passando ou já passaram pelo Efeito Sophie.

Vamos juntos nessa? Será um processo gradual, sem estresses e no seu ritmo, mas com resultados duradouros. Se inscreva agora mesmo no programa online Efeito Sophie!

E para te ajudar na hora de montar um cardápio para a próxima semana, separei dicas para fazer uma boa compra, vamos lá:

checklist-para-fazer-boas-compras

Bon appétit!

Agora que você já sabe que não existe isso de “alimentação saudável e não saudável” e sim um equilíbrio geral na alimentação, veja esses outros artigos que separei para você:

E você, quais atitudes tem tomado para ter mais equilíbrio na sua alimentação? Compartilhe comigo nos comentários abaixo:

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