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Falsos saudáveis: que alimentos são esses?

Encontramos por aí uma gama de alimentos com forte apelo saudável, mas que na verdade não são necessários para termos mais saúde. Eles são conhecidos como falsos saudáveis.

Esses tipos de alimentos passaram a ser chamados assim pois são vendidos como necessários e até imprescindíveis para uma alimentação saudável. Mas, na verdade, não são e deveriam ser consumidos com moderação e não diariamente.

Quer saber mais sobre o que são esses alimentos falsos saudáveis?

Vem comigo!

Antes de conhecer os falsos saudáveis, alguns esclarecimentos

Primeiramente, é importante entender que dividir os alimentos em saudáveis e não saudáveis, bons e ruins, falsos e verdadeiros não é muito interessante. Isso porque nenhum alimento sozinho será responsável por nossa saúde. Do mesmo modo que por si só também não há um alimento que possa deteriorar nosso estado de bem-estar.

Por isso, o mais importante é focar em um estilo de vida saudável. E isso inclui comer alimentos de todos os grupos alimentares, ou seja, comer de tudo, sem neuras, mas dando preferência a consumir mais comida fresca e caseira.

Assim, falar em falsos saudáveis talvez nem seja o mais adequado. Neste sentido, é importante esclarecer que ao usar essa expressão estarei me referindo a alimentos tidos como imprescindíveis para uma alimentação saudável, quando não são.

Quais são os alimentos falsos saudáveis?

Agora que já entendeu que classificar os alimentos em bons e ruins não é o melhor caminho, vou apresentar quatro alimentos falsos saudáveis, que como disse,  não são proibidos (já que nenhum alimento é), mas que estão longe de serem imprescindíveis para se ter mais saúde.

1- Alimentos diet

Os alimentos diet apresentam ausência total de algum ingrediente, como açúcar, gorduras ou sódio. Porém mais comumente encontramos alimentos diet sem adição de açúcares.

Há algum tempo os doces passaram a ser demonizados e o consumo do diet incentivado. No entanto, eles podem ser considerados falsos saudáveis.

Como já disse, não existem alimentos proibidos, mas os alimentos diet têm, em substituição ao açúcar, adoçantes artificiais. Estes, não necessariamente, são nutricionalmente mais interessantes, promovem mais saúde ou perda de peso.

Os adoçantes passaram a ser muito bem vistos porque a maioria são zero calorias, mas é bom lembrar que não são sem efeitos na saúde, por isso também devem ser consumidos com moderação.

Eles podem, inclusive, enganar o cérebro, aumentando a fome e a procura por alimentos doces.

O melhor é reduzir o consumo de ambos, adoçantes e açúcares, reeducando o paladar para o sabor doce e preferindo sempre alimentos com menor número de ingredientes, o mais in natura possível e que proporcionem prazer. Em vez daquele iogurte diet com sabor artificial de morango, experimente um iogurte natural com morangos e se desejar, um pouco de açúcar.

2- Alimentos light

Assim como os diet, os alimentos light podem ser falsos saudáveis. Os light apresentam uma redução (no mínimo 25%) de qualquer um dos seus atributos, seja calorias, açúcares, sal, gordura, carboidrato ou colesterol. De qualquer forma, o mais comum é encontrá-los com redução de gorduras.

Se você tem medo desse nutriente, provavelmente já consumiu muito alimentos light. Mas sabia que gordura pode? Entenda melhor neste vídeo do meu canal do YouTube. Aperte o play!

Assim como os açúcares, as gorduras são demonizadas, mas na verdade elas desempenham diversas funções no nosso organismo. Elas atuam como:

  • isolante térmico;
  • no transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K);
  • na síntese de hormônios;
  • compondo membranas celulares;
  • entre outras funções de extrema importância.

O problema não é a gordura ou o açúcar, mas sim o excesso desses nutrientes!

Além disso, quando os alimentos light retiram parte da gordura eles acabam ficando menos palatáveis e com outra textura, sendo necessário adicionar outros ingredientes em substituição, como: açúcares, xaropes ou farinhas.

Com isso, preservam um menor valor calórico, já que um grama de gordura tem nove calorias e um grama de carboidratos tem quatro calorias, mas podem apresentar carboidratos em excesso.

3- Sem glúten e sem lactose

De repente o glúten e a lactose passaram a ser vistos como nutrientes que se comportam como verdadeiros venenos no nosso corpo e os alimentos sem eles se transformaram em salvadores da pátria. Mas isso não é verdade e só faz gerar terrorismo alimentar.

O glúten é um complexo de proteínas presente no trigo, na cevada e no centeio. É ele que dá aquela elasticidade da massa do pão e permite aprisionar o ar expelido durante a fermentação.

Ele só é prejudicial em três condições:

  • doença celíaca;
  • sensibilidade ao glúten não celíaca;e
  • alergia ao trigo.

Se você não apresenta nenhum desses problemas e deseja consumir alimentos sem glúten pela saúde, eles se constituirão como falsos saudáveis. Claro, existem alimentos que naturalmente não têm glúten (tapioca, batata, frutas, arroz, feijão, etc) e podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não pela ausência desse nutriente.

Já a lactose é o açúcar do leite. Muitas pessoas desenvolvem intolerância à lactose, porque a lactase, enzima que digere esse açúcar, está com sua atividade reduzida, gerando como sintomas: desconforto abdominal, gases, diarreia e constipação intestinal.

Nesse caso, como em outras condições de saúde, alimentos sem lactose são bem vindos. Mas se não há nenhum problema com seu organismo, os alimentos sem lactose são desnecessários, além de serem mais caros.

4- Ultraprocessados com algum apelo saudável

Muitos alimentos industrializados apresentam o apelo de “saudável” em seus rótulos, seja por serem diet, light, sem glúten, sem lactose, “fit”, veganos ou por terem adição de fibras, ômega-3, ômega-6 ou vitaminas.

No entanto, é preciso estar atento, pois além dessas características não serem responsáveis por ganhos em saúde, geralmente esses alimentos são ultraprocessados. Ou seja, têm uma grande quantidade de aditivos alimentares e são muito processados na indústria.

Mesmo que os ultraprocessados não sejam alimentos proibidos, é importante que sejam consumidos com moderação e não devem se constituir como a base da nossa alimentação.

Em vez de alimentos ultraprocessados com apelo saudável, que acabam funcionando como falsos saudáveis, busque comer bem, sem neuras e sempre em paz com a comida e com o corpo.

Saiba mais!

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Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.

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Bon appétit!

Referência

DERAM, Sophie. O peso das dietas: emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas. 2.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

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