Os pesticidas são amplamente utilizados para proteger as plantações contra doenças e organismos prejudiciais, mas também são utilizados como biocidas para fins não agrícolas. São usados para evitar ervas daninhas e pragas nos jardins, nos parques…

Apesar destes aspectos benéficos, tem havido uma crescente preocupação durante a última década de que estes compostos representam um risco para a população em geral através de possíveis resíduos em produtos alimentares.

Será que os alimentos tratados com esses compostos podem acumular algum resíduo? E será que esses resíduos podem trazer algum prejuízo à nossa saúde quando consumidos ou são insignificantes?

Por conta dessa preocupação que ronda a cabeça de muitas pessoas, a alimentação orgânica tem ganhado mais e mais destaque nos últimos anos. Alimentos orgânicos são alimentos produzidos por métodos que atendem aos padrões da agricultura orgânica.

Os padrões variam em todo o mundo, mas a agricultura orgânica apresenta práticas que reciclam recursos, promovem o equilíbrio ecológico e conservam a biodiversidade.

As organizações que regulam os produtos orgânicos podem restringir o uso de certos pesticidas e fertilizantes nos métodos de cultivo usados para produzir tais produtos.

Alimentos orgânicos geralmente não são processados usando irradiação, solventes industriais ou aditivos alimentares sintéticos. São usados produtos mais naturais e menos tóxicos no manejo desses alimentos.

Para ter certeza de que um alimento é orgânico ele passa por uma avaliação e recebe um certificado ou um selo. Não se trata pura e simplesmente de não usar agrotóxicos.

Para obter o certificado de orgânico, um alimento passa por uma série de testes. Alimentos geneticamente modificados também ficam fora da denominação “orgânico”.

Quer entender mais sobre o que é a alimentação orgânica? Continue a leitura.

Regulamentação de orgânicos no Brasil

No Brasil, quem regulamenta se um alimento é orgânico ou não é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Pela legislação brasileira, alimentos in natura ou processados orgânicos são obtidos a partir de um sistema orgânico de produção ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao meio ambiente.

Para controle de pragas são usados insumos alternativos com baixo impacto ambiental e de baixa toxicidade. Para serem comercializados, esses produtos precisam ser certificados por organismos credenciados ao Ministério da Agricultura.

Pequenos agricultores que realizam venda direta ao consumidores são dispensados da certificação, mas existem organizações de controle de qualidade que contém uma lista dos produtores de orgânicos de todo o país. Para acessar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos é só clicar aqui.

O Ministério da Agricultura desenvolveu fichas técnicas que contém as regras para produção dos alimentos orgânicos e regulamenta a comercialização dos produtos orgânicos no país.

Além disso promove fóruns compostos por representantes da rede de produtores orgânicos no Brasil que são as Comissões de Produção Orgânica.

Assim, fica mais fácil praticar o que é a alimentação orgânica, uma vez que a procedência dos alimentos é verificada.

Afinal, praticar a alimentação orgânica previne doenças?

Há anos, estudos têm associado a exposição a pesticidas a vários problemas de saúde como problemas neurológicos, respiratórios, dermatológicos, digestivos, reprodutivos, de desenvolvimento e até câncer.

Um estudo analisou a urina de pessoas que consumiam muitos alimentos orgânicos (mais de 50% de consumo de orgânicos) e pessoas que consumiam menos orgânicos (menos de 10%).

Foi observado que nos grandes consumidores de orgânicos tinham níveis bem menores de agroquímicos na urina que as pessoas que comiam menos orgânicos.

Parece um resultado óbvio, mas até então não existia nenhum estudo que provava por A + B que pessoas que praticam a alimentação orgânica são menos expostas a pesticidas.

Esse mesmo grupo avaliou se o consumo de alimentos orgânicos estava relacionado ao desenvolvimento de síndrome metabólica ou não.

Pois bem, alimentos orgânicos ou provenientes da agricultura convencional não têm diferenças quando se analisa a quantidade de calorias!

Este estudo foi realizado na França e envolveu mais de 100 mil pessoas. A pesquisa indicou que um maior consumo de alimentos orgânicos está associado a uma menor probabilidade de desenvolver síndrome metabólica. Isso não quer dizer que esses alimentos melhoram a saúde, um estudo desse não comprova causa, mas sim associação.

Interessante essa associação com a alimentação orgânica, não é?

Na mesma linha, vários estudos epidemiológicos têm sugerido um link entre a exposição a pesticidas a obesidade e problemas metabólicos. Pesticidas fazem parte da lista de moléculas que são consideradas disruptores endócrinos que impactariam o metabolismo da glicose e das gorduras.

Esses compostos perturbariam a homeostase dos carboidratos resultando em níveis mais elevados de glicose no sangue. A exposição a esses compostos estaria também envolvida no aumento de moléculas inflamatórias e poderiam levar a danos oxidativos nas células.

Esses resultados são de extrema importância, mas assumem também suas limitações. Pessoas que comem mais alimentos orgânicos são também pessoas que praticam mais o que chamo de “comer normal” no vídeo abaixo:

Pois é, essas pessoas geralmente prestam mais atenção ao que comem, tem uma alimentação equilibrada com mais frequência e são mais atentas para colocar dicas de saúde e qualidade de vida em prática.

Mas isso não minimiza as descobertas feitas por eles. Prova disso é que esses dois estudos foram publicados numa das revistas mais prestigiadas do mundo, a Nature.

Só posso comer orgânicos então?

Não, isso não significa que você deva somente comer alimentos orgânicos e praticar o que você acabou de conhecer: o que é a alimentação orgânica!

Os orgânicos têm, muitas vezes, um preço mais elevado que os alimentos oriundos da agricultura convencional. Mas substituir de tempos em tempos pode ajudar a minimizar a exposição aos pesticidas.

Então, você tem um espacinho da sua casa?

Comece sua horta orgânica!

Outra coisa muito importante…

Uma alimentação variada rica em alimentos in natura e minimamente processados, diminuindo o consumo alimentos processados e ultraprocessados ainda continua sendo uma boa estratégia para melhorar a sua alimentação e ajudar a ter mais saúde. Sendo esses alimentos orgânicos ou não.

Você já sabe o que é alimentação orgânica. E agora?

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Vamos juntos nessa?

Referências

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