Você já percebeu como as redes sociais estão cheias de vídeos ensinando a “bater proteína”, “colocar fibra em tudo” ou “maximizar nutrientes” em cada refeição?
Essa tendência ganhou força entre influenciadores digitais e tem um nome: maxxing.
Mas, afinal, o que é maxxing e por que esse assunto tem aparecido tanto? Será que essa prática realmente faz sentido?
O termo vem de “maximizar”. Na prática, significa tentar consumir o máximo possível de um nutriente específico — geralmente proteínas ou fibras — com o objetivo de emagrecer, ganhar massa muscular ou simplesmente ser mais saudável.
A ideia parece simples e até lógica: se determinado nutriente faz bem, consumir mais deveria trazer ainda mais benefícios.
Só que, quando falamos de alimentação, as coisas não funcionam exatamente assim.
Vem entender melhor!
O que é maxxing, afinal?
O maxxing é mais um exemplo de como a nutrição tem sido simplificada nas redes sociais.
Em vez de olhar para a alimentação como um todo, essa tendência direciona o foco para um único nutriente. De repente, a refeição deixa de ser pensada em termos de equilíbrio, prazer, cultura e saciedade, passando a ser avaliada quase exclusivamente pela quantidade de proteínas, fibras ou outro componente específico.
O problema é que o nosso corpo não funciona com a lógica de “quanto mais, melhor”.
Quando falamos sobre o que é maxxing, também é importante lembrar que nosso organismo tem limites de absorção, utilização e metabolização. Quando o consumo ultrapassa o que o corpo consegue aproveitar, esse excesso pode ser eliminado ou representar uma sobrecarga desnecessária.
O perigo de focar em um nutriente só
Agora que já sabe o que é maxxing, fica mais fácil entender que quando a alimentação gira em torno de maximizar um nutriente, é comum que outros aspectos importantes fiquem em segundo plano.
A busca por “bater meta de proteína”, por exemplo, pode fazer com que a pessoa passe a enxergar os alimentos de forma muito reducionista: alguns viram “bons”, outros passam a ser evitados ou até demonizados.
E esse é um ponto importante. Comer não é apenas somar nutrientes. Uma alimentação saudável envolve variedade, flexibilidade e contexto. Quando um único nutriente domina todas as escolhas, o risco é desequilibrar a alimentação como um todo.
Além disso, essa lógica costuma alimentar uma visão simplificada da comida, como se o valor de um alimento dependesse apenas de um componente isolado.
Quando cada refeição vira uma oportunidade de maximizar algo, comer pode deixar de ser um ato natural para se tornar um exercício constante de controle. Calcular, compensar, comparar e monitorar excessivamente o que está no prato passa a ser uma regra e isso pode afetar a relação com a comida.
Com o tempo, isso pode aumentar a ansiedade alimentar e afastar a pessoa dos sinais internos de fome, saciedade, vontade e satisfação. Em vez de se reconectar com o corpo, ela passa a seguir regras externas o tempo inteiro.
O que fazer em vez de maximizar? 3 dicas
Em vez de focar em maxxing, vale pensar em equilíbrio.
As proteínas ajudam na manutenção da massa muscular, da imunidade e de diversas funções metabólicas.
As fibras contribuem para a saúde da microbiota intestinal, promovem saciedade e também são importantes para a saúde como um todo.
O problema não está nesses nutrientes. O problema aparece quando a alimentação passa a ser guiada por excessos, rigidez e pela ideia de que existe um nutriente “mágico” capaz de resolver tudo.
Por isso, o melhor é olhar mais para o conjunto da alimentação e para a relação que você constrói com a comida.
Agora que compreendeu o que é maxxing, essas três dicas podem ajudar você a buscar um outro caminho:
1- Consulte um nutricionista para orientar você
Se deseja melhorar sua alimentação com um objetivo específico — seja saúde, desempenho ou composição corporal — o melhor caminho é contar com um profissional nutricionista qualificado para ajudar você.
Um acompanhamento individualizado considera sua rotina, suas necessidades e o que realmente faz sentido para você. Tudo isso respeitando o seu corpo, sua realidade e suas preferências.
2- Priorize a alimentação antes dos suplementos
Os suplementos alimentares podem ser indicados em alguns casos, mas, como o próprio nome sugere, entram como complemento e não como base da alimentação. Por isso, antes de recorrer a eles, vale observar como está sua rotina alimentar como um todo.
Muitas vezes, ajustes simples, como organizar melhor as refeições, incluir mais comida fresca e caseira e comer com regularidade, já fazem bastante diferença.
Além disso, é importante que a suplementação alimentar seja utilizada com o acompanhamento de profissionais de saúde.
3- Reconecte-se com os sinais do seu corpo
Fome, saciedade, vontade de comer, prazer e satisfação são sinais muito importantes enviados pelo corpo humano.
Quando você se guia apenas por metas externas, fica mais difícil perceber o que o organismo está comunicando. Por isso, é tão importante desenvolver consciência sobre quando o corpo precisa de comida e quando ele sinaliza que já comeu o bastante.
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Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos ou fórmulas mágicas de emagrecimento. Até porque não acredito em nada disso!
A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida. Para que, enfim, você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.
Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.
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Referências
DERAM, Sophie. O peso das dietas: emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas. 2.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.
DERAM, Sophie. Os 7 pilares da saúde alimentar. 1.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2021.












