Você já ouviu falar na relação entre microbiota intestinal e saúde? Desde 2010, esse universo de micro-organismos que habitam nosso intestino vem ganhando destaque na ciência e muitas descobertas surpreendentes já foram feitas desde então.
A microbiota influencia desde a digestão até o nosso humor, imunidade e bem-estar geral. Entender como ela funciona pode transformar a forma como cuidamos da nossa saúde.
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O que é microbiota intestinal?
Antes de falarmos mais sobre a relação entre microbiota intestinal e saúde, é importante entender o que, afinal, é a microbiota intestinal.
Nosso intestino é o lar de trilhões de micro-organismos, como bactérias, fungos e vírus. Esse conjunto de “moradores” é chamado de microbiota intestinal, antes conhecido como flora intestinal.
Cada pessoa desenvolve uma microbiota única desde os primeiros dias de vida, e ela pode ser influenciada por vários fatores, como o tipo de parto (normal ou cesárea), se a pessoa foi amamentada ou não, o uso de antibióticos e, principalmente, a alimentação.
Os cientistas estudam a microbiota há muito tempo. No início dos anos 1900, um pesquisador russo chamado Élie Metchnikoff já dizia que os micro-organismos do intestino tinham um papel importante na saúde do corpo, ajudando a manter o equilíbrio e a regular o nosso metabolismo. Apesar dessas ideias pioneiras, foi apenas a partir de 2010 que o tema ganhou mais destaque.
Nos últimos anos, as descobertas sobre a microbiota intestinal vêm revolucionando a ciência. Já se sabe, por exemplo, que ela influencia diversos aspectos biológicos, como a imunidade, o metabolismo e até a comunicação com o cérebro.
Por isso, em vez de tentar exterminar os micróbios, é importante entender que nem todos são patógenos. Aprender a conviver com esses micro-organismos e cuidar do ambiente intestinal é essencial para promover a saúde de forma integrada.
Microbiota intestinal e saúde do cérebro
A microbiota intestinal e a saúde têm tanta relação que um desequilíbrio nos micro-organismos que habitam o intestino podem levar ao surgimento de doenças metabólicas, como o diabetes, doenças do coração e até mesmo desnutrição.
Além disso, a microbiota intestinal está diretamente envolvida na comunicação entre o intestino e o cérebro, participando ativamente da troca de informações nesse eixo que conecta os dois órgãos.
Você sabia que o intestino produz a maior parte da serotonina do nosso corpo? Esse neurotransmissor é responsável por levar mensagens entre os neurônios — tanto do cérebro quanto do próprio intestino — e está envolvido em várias funções importantes, como a regulação do sono, do humor, do apetite, da libido, do gasto de energia, da imunidade e até das capacidades cognitivas.
No intestino, a serotonina tem um papel mais forte na defesa do corpo do que na comunicação com o cérebro, que produz sua própria serotonina de forma independente.
Em resumo, a relação entre microbiota intestinal e saúde vai muito além da digestão. O equilíbrio dos micro-organismos no intestino é fundamental para o nosso bem-estar geral e está intimamente ligado a diversas funções vitais, desde a regulação do metabolismo até a comunicação com o cérebro.
Microbiota intestinal e saúde equilibradas não precisam de restrições alimentares!
Com tantos benefícios em se ter uma microbiota equilibrada, muita gente acaba dividindo as bactérias intestinais em “boas” e “ruins”. mas essa visão dicotômica pode ser enganosa.
Na verdade, a microbiota intestinal saudável é aquela que tem uma grande diversidade de micro-organismos convivendo em equilíbrio. Isso não significa eliminar completamente os chamados “ruins” e deixar só os “bons”, até porque isso não é viável. O que importa é que as bactérias benéficas estejam em maior número e ajudem a manter a harmonia no nosso trato gastrointestinal.
Além disso, como a microbiota intestinal também está ligada ao metabolismo, acaba atuando na regulação do peso e na obesidade. Por isso, não é raro que ela acabe sendo relacionada a dietas.
No entanto, é importante ter cuidado com o que se lê sobre alimentação. Algumas promessas de “milagres”, como a chamada “dieta do microbioma”, podem parecer interessantes, mas na verdade é uma dieta restritiva e as restrições alimentares podem, na verdade, prejudicar a microbiota, deixando-a pouco variada.
Se está pensando em microbiota intestinal e saúde, em vez de seguir modismos, o melhor caminho é adotar um padrão alimentar equilibrado e saudável. Isso sim favorece o crescimento dos micro-organismos benéficos no intestino.
Estamos falando de uma alimentação rica em fibras, especialmente as que vêm de frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas, principal “combustível” para os micro-organismos benéficos do intestino. Nesse caso, uma ótima estratégia é consumir mais comida caseira e reduzir os alimentos ultraprocessados.
Para cuidar da microbiota, também vale a pena incluir no dia a dia alimentos probióticos, ou seja, aqueles que contêm micro-organismos vivos benéficos. Exemplos simples são: iogurte natural, kefir, kombucha e chucrute.
Fique atento. O ideal é buscar probióticos e fibras por meio da alimentação. Com todas as descobertas sobre a microbiota e os probióticos, as indústrias farmacêutica e de alimentos passaram a produzir e vender muitos suplementos e produtos que, embora possam ser benéficos em situações específicas, frequentemente prometem mais do que realmente cumprem.
Alguns afirmam, por exemplo, que podem povoar o intestino com uma determinada cepa de bactéria. No entanto, cada um de nós possui uma microbiota única, e há muito a ser descoberto pela ciência.
Por fim, lembre-se de que a alimentação não é o único fator que influencia a saúde da microbiota. O uso prolongado de antibióticos, o estresse constante e até a exposição à poluição podem desequilibrar esse sistema tão importante. Por isso, além de comer bem, adote um estilo de vida mais saudável, que esteja alinhado com sua realidade, incluindo a prática regular de exercícios físicos, o sono adequado e o gerenciamento do estresse.
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Referência
DERAM, Sophie. Pare de engolir mitos. 1. ed. Rio de Janeiro : Sextante, 2024.
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