Nos últimos 15 anos, pesquisadores e acadêmicos envolvidos na área dos transtornos alimentares têm cada vez mais examinado o papel da hereditariedade e da genética no desenvolvimento destes transtornos.

Novos dados demonstram claramente que os transtornos alimentares são frequentemente encontrados em vários membros da mesma família, especialmente em famílias nas quais alguns membros sofrem de transtornos alimentares ou sintomas que normalmente acompanham estes transtornos (tais como ansiedade, compulsões, depressão e impulsividade).

Os transtornos alimentares são de 3 a 10 vezes mais comuns em parentes de indivíduos que sofrem de um transtorno alimentar.

A genética pode influenciar

“Há um claro componente biológico”, afirma Cynthia M. Bulik, Ph.D., que completou estudos com gêmeos e tem demonstrado que existe, sim, uma transmissão genética . “As descobertas são boas notícias para pacientes e suas famílias. Por muito tempo, os pais foram considerados culpados. Agora as famílias e os pacientes podem ser liberados e capacitados. Isso os ajuda a entender que eles estão lutando contra sua biologia”.

Esse estudo também observou que alguns sinais de alerta podem ser identificados décadas antes do aparecimento da doença.

Essa informação é promissora na busca de estratégias de prevenção específicas e tratamentos médicos para transtornos alimentares. Dra. Bulik disse ainda: “Pesquisas como essa mostram que transtornos alimentares não são somente distúrbios socioculturais. Precisamos também procurar em outro lugar. Precisamos olhar para os genes”.

A pesquisa genética mudou o foco do tratamento dos transtornos alimentares, dando uma atenção maior aos sinais precursores, trabalhando na prevenção e também na inclusão da família no tratamento.

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