Comportamento Alimentar

“Minha mãe me acha gorda”. Entenda o preconceito ou gordofobia na família

Infelizmente, preconceito ou gordofobia na família ou na sociedade em geral ainda é algo bastante comum .

Dados sobre a gordofobia, divulgados pela Nature Medicine em 2020, assinado por mais de 100 instituições de todo o mundo, incluindo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), apontam que entre os adultos obesos, cerca de 19% a 42% sofrem discriminação.

Mas você sabe o significado de gordofobia? É o medo da gordura ou de engordar. Uma verdadeira repulsa que nossa sociedade tem, seja da gordura que identificamos nos corpos ou na comida.

Muitos pacientes chegam ao meu consultório queixando-se de que “Minha mãe me acha gorda”, ou que algum outro familiar comentou o quanto é “bonita de rosto, devia emagrecer”.

O preconceito ou gordofobia na família é muito comum, mas também está presente em toda a sociedade. Ela pode ser identificada quando as pessoas com excesso de peso não têm assentos adequados em aviões e transportes públicos e quando elas são vítimas de piadas e vistas como preguiçosas ou gulosas pelo corpo que têm.

Talvez você já tenha passado por algo do tipo e tenha sofrido com a situação. Por isso, precisamos falar sobre esse preconceito ou gordofobia na família.

Aqui, trago 8 dicas para sermos menos gordofóbicos. Vem comigo!

8 dicas para combater a gordofobia na família e sociedade

1 – Não confunda peso, saúde e beleza

Diariamente somos bombardeados com imagens de corpos esbeltos e felizes. É, realmente a mídia tem um amplo papel na disseminação do preconceito ou gordofobia na família e em toda a sociedade.

Desejamos ter os corpos que são vendidos como o caminho para a beleza e saúde. No entanto, essas imagens fazem uma confusão entre o peso, o que é belo e o que é saudável.

Veja só, estar magro não é sinônimo de saúde. Já pensou que algumas doenças podem nos debilitar levando à perda de peso? E claro, não nos deixam mais saudáveis. Do mesmo modo, pessoas com excesso de peso podem estar metabolicamente saudáveis. Existem corpos saudáveis de todas as formas e tamanhos!

2 – Não valorize a perda de peso

Pensando na dica anterior, não há porque elogiar alguém que perdeu peso. Você não sabe se essa perda de peso foi desejável e se está fazendo bem para a pessoa. Também não há motivos para apontar que alguém ganhou peso. Todos nós temos espelho em casa.

Se você já sofreu como também fez esse tipo de comentário, não se sinta culpado. Saiba que isso acontece porque estamos imersos na sociedade gordofóbica, e repetimos certos comportamentos sem nem ao menos nos darmos conta.

Mas agora que já sabe sobre o preconceito contra pessoas gordas, reveja e repense o que você fala para os outros. Experimente trocar “como você está gorda!” para “como você está?”. Garanto que será mais acolhedor e agradável.

3 – Não fiscalize o que as pessoas comem

“Você vai comer tudo isso?”, “Não acha que já comeu demais?”. Essas são frases muito características do preconceito ou gordofobia na família e podem ser devastadoras para muitas pessoas.

Geralmente, quem comenta não tem má intenção, mas acaba invadindo um espaço muito íntimo: a comida. Não é à toa que a frase “somos o que comemos” tornou-se uma máxima.

As pessoas devem ter liberdade para comer o que desejam. Não julgue ninguém pelo que come, isso gera muita culpa e mais vontade de comer em excesso.

4 – Não pense que alguém é gordo porque quer

É muito comum achar que as pessoas têm excesso de peso por opção. Mas a obesidade é uma condição de saúde, e não uma responsabilidade pessoal. Não é só fechar a boca e malhar, nem muito menos força de vontade! Precisamos de um novo olhar sobre a obesidade, sem culpa e sem estigma.

5 – Seja neutro com o corpo (o seu e os dos outros)

Gosto muito do movimento “body neutrality”, que pode ser traduzido por “neutralidade corporal”. Ele considera que devemos aceitar nosso corpo como ele é, pensando mais no que ele nos proporciona do que no seu tamanho. Tendo isso em mente, é só aproveitar o corpo que você tem, do jeitinho que ele é agora, para pular, correr, trabalhar, dançar…

6 – Não se avalie nem avalie ninguém pelo corpo

Essa dica vale para todos: família, amigos, profissionais de saúde, etc. Não é pelo tamanho ou formato do corpo que podemos avaliar se alguém tem ou não saúde, ou deduzir seu caráter e qualidades. Ser gordo não faz de ninguém uma pessoa preguiçosa ou gulosa. Lembre-se disso!

7 – Se você sofre com a gordofobia, converse sobre

Se está cansado de tantas críticas e comentários desnecessários sobre seu corpo, entendo você perfeitamente. Em geral, as pessoas não têm consciência de que estão fazendo um comentário desagradável, pois o preconceito ou gordofobia na família e na sociedade tornaram-se muito comuns.

Por isso, aconselho que você, educadamente, mostre para as pessoas o quanto estão sendo preconceituosas e traga o assunto para o debate. Precisamos conversar sobre isso!

8 – Busque ajuda de profissionais

Se você sente que é alvo de gordofobia e que isso é uma fonte de sofrimento, sugiro que busque profissionais especializados que irão te ajudar a estar em paz com a comida e com o corpo!

Se quer saber um pouco mais sobre preconceito ou gordofobia na família, fiz uma live sobre isso e está no meu canal do YouTube. Dê uma olhada:

Quer saber mais sobre preconceito ou gordofobia na família?

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Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos e fórmulas

mágicas de emagrecimento – até porque não acredito em nada disso.

Ao invés, eu vou te ajudar a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida.

A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, e você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.

Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.

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Se ainda não for o melhor momento de fazer o curso, fique à vontade também para ler o livro O Peso das Dietas, assistir uma das minhas próximas palestras ou mesmo agendar uma consulta se precisar de um acompanhamento mais personalizado.

Bon appétit!

Referência

FISCHLER, Claude. El (h)omnívoro : el gusto, la cocina y el cuerpo. Barcelona: Anagrama, 1995.

Se gostou deste artigo sobre preconceito ou gordofobia na família provavelmente vai adorar ler estes posts que separei para você:

  1. O que é ter uma mente magra? Você realmente precisa dela?
  2. Por que dietas restritivas não são sustentáveis? Respostas fisiológicas do seu corpo
  3. Estresse engorda? Especialista desmistifica a lenda

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