Alimentação infantil
seletividade alimentar infantil
seletividade alimentar infantil

5 dicas para ajudar seu filho a comer de tudo

Você anda se preocupando com a alimentação do seu filho? De repente, ele só quer saber de arroz e macarrão? Saiba que muitos pais estão passando pela mesma situação que você.

Seu filho pode estar apresentando seletividade alimentar, um comportamento em que a criança evita comer um ou mais grupos de alimentos inteiros. Geralmente, são alimentos que antes faziam parte da rotina, mas que passam a ser rejeitados. Esse comportamento é muito comum na infância, por isso, chamamos de seletividade alimentar infantil.

Mas não quero assustar ninguém! A ideia aqui é trazer tranquilidade, porque na maioria dos casos a seletividade pode ser melhorada com paciência e estratégias adequadas.

Nesse post vou mostrar para você 5 dicas práticas que podem ajudar a lidar com a seletividade alimentar infantil.

Vem comigo!

O que é seletividade alimentar infantil?

A seletividade alimentar infantil é um comportamento alimentar caracterizado pela recusa persistente de determinados alimentos ou grupos alimentares inteiros. Nesses casos, a criança tende a ter preferência por certas cores, cheiros, sabores ou texturas.

Por exemplo, pode acontecer de a criança decidir, de repente, que não gosta mais de carnes, de laticínios ou de legumes, ou mesmo de alimentos crocantes — ou, ao contrário, que só aceita comer esse tipo de textura. Essa seletividade pode reduzir a diversidade alimentar e diminuir a qualidade nutricional da alimentação.

Embora a seletividade alimentar possa surgir em outras fases da vida, ela é mais comum na infância, especialmente entre 2 e 6 anos de idade. Como pode influenciar diretamente a qualidade da alimentação e reduzir a ingestão de nutrientes essenciais, a seletividade alimentar infantil pode levar a deficiências nutricionais e impactar o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da criança.

Pode ser apenas uma fase passageira, que tende a se resolver naturalmente. No entanto, em alguns casos, ela também pode estar ligada a fatores emocionais e sociais. Estresse durante as refeições ou uma alimentação excessivamente controlada pelos pais e cuidadores, além de experiências negativas com certos alimentos, como engasgos ou vômitos, podem contribuir para a seletividade.

A seletividade também pode estar relacionada ao TARE – Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, mais prevalente na infância. Esse transtorno alimentar é caracterizado por uma rejeição extrema a determinados alimentos, falta de interesse pela comida e medo de comer.

O TARE pode ocorrer em crianças com autismo, uma condição que, por si só, também está associada à seletividade alimentar infantil, mesmo na ausência do transtorno.

Nos casos em que a seletividade alimentar está relacionada a uma causa mais complexa, como um transtorno alimentar, é muito importante procurar um atendimento multidisciplinar com equipe especializada e formada minimamente por médico psiquiatra, nutricionista e psicólogo.

5 dicas para ajudar seu filho a comer de tudo

Já para os casos mais simples de seletividade alimentar infantil, tenho 5 dicas que podem ajudar seu filho a comer de tudo e prevenir esse comportamento.

  1. Evite pressão e chantagem à mesa

Se a criança já não demonstra interesse por um alimento, forçar ou insistir pode piorar a situação.

Além disso, evite usar chantagens. Frases como “se você comer brócolis, ganha a sobremesa” podem fazer a criança criar uma percepção ainda mais negativa do alimento rejeitado. Essa prática também pode incentivar que a criança associe comida a recompensas ou punições, aumentando o risco de desenvolver comer emocional, ou seja, o hábito de usar a alimentação para lidar com sentimentos.

Também é fundamental entender que a criança se autorregula: ela tem seus próprios sinais de fome e saciedade e pode simplesmente não estar com fome naquele momento.

      2. Ofereça um alimento várias vezes, de formas diferentes

Seu filho não come um determinado alimento, por exemplo, ovo? Experimente oferecer o mesmo alimento de formas diferentes: cozido, mexido, frito ou na omelete, sempre sem pressionar.

Outra ideia é tornar a refeição mais divertida: use pratos coloridos ou use moldes de personagens infantis. Pequenas mudanças podem tornar o momento mais atraente e despertar a curiosidade da criança.

     3. Envolva a criança na escolha e no preparo dos alimentos

Levar as crianças à feira ou ao mercado e permitir que participem de atividades na cozinha, adequadas à idade, pode ser muito benéfico. Elas podem ajudar a montar o prato, mexer massas ou arrumar a mesa, por exemplo.

Essas experiências aumentam o interesse pelos alimentos, ajudam a reduzir a seletividade alimentar infantil e ainda promovem autonomia. Além disso, envolvê-las nesses momentos contribui significativamente para uma alimentação saudável infantil.

     4. Dê o exemplo

Os pais são exemplos importantes para os filhos, por isso é fundamental dar o exemplo à mesa. Se você não aprecia legumes e verduras, pode ser difícil esperar que seu filho desenvolva gosto por esses alimentos.

No entanto, essa é também uma oportunidade de mudança alimentar para toda a família. Nunca é tarde para experimentar novos sabores, pois o paladar pode se adaptar mesmo na vida adulta.

Se outros membros da família também forem seletivos, introduza alimentos menos apreciados aos poucos e experimente diferentes preparações. Com o tempo, é possível tornar a refeição mais variada e agradável para todos.

     5. Pratique o ritual da refeição

É muito importante tornar o momento das refeições prazeroso e tranquilo. Por isso, mantenha o espaço limpo, organizado e agradável. Desde pequenas, as crianças devem ser ensinadas a comer com calma, prestando atenção ao sabor dos alimentos e sem se distrair com outras atividades, como telas. Isso ajuda a aproveitar melhor a refeição, além de contribuir para combater e prevenir a seletividade alimentar infantil.

Outro ponto importante é compartilhar a refeição. Nem sempre é possível estar à mesa com os filhos, mas faça um esforço para estar presente em pelo menos uma refeição do dia e durante os finais de semana.

Compartilhar a refeição não só torna o momento mais prazeroso, como também contribui para o desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis ao longo da vida.

Por fim, lembre-se, se percebe que a situação é mais delicada, não hesite em buscar ajuda de profissionais de saúde!

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Bon appétit!

Referências

ESPOSITO, Marco et al. Food selectivity in children with autism: Guidelines for assessment and clinical interventions. Int. J. Environ. Res. Public Health, v. 20, n. 6, p. 5092, 2023.

IVNUK, Luana de Paula et al. Seletividade alimentar infantil: Uma revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 12, n. 12, p. e130121244099-e130121244099, 2023.

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  2. Suco de caixinha infantil é bom para o seu filho?
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