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adoçantes fazem mal segundo a OMS
adoçantes fazem mal segundo a OMS

Adoçantes fazem mal segundo a OMS?

Você já ouviu falar que adoçantes fazem mal segundo a OMS? Desde 2023 a Organização Mundial da Saúde (OMS) desencoraja o uso prolongado de adoçantes (como aspartame, ciclamato de sódio, sucralose e estévia) para controle de peso ou para reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis. 

Mas essa recomendação não é tão simples quanto parece. O assunto envolve nuances, evidências científicas e muita discussão.

Quer entender melhor o que está por trás dessa orientação?

Vem comigo!

Por que os adoçantes geram tanta discussão?

Os adoçantes, também chamados de edulcorantes, vêm sendo utilizados como substitutos do açúcar desde a segunda metade do século XX. Seu uso se popularizou diante do excesso de açúcar na alimentação moderna. 

Por serem isentos de calorias ou conterem quantidades de energia muito reduzidas, e por não apresentarem carboidratos que se convertem em glicose no sangue, os adoçantes passaram a ser vistos como alternativa para o açúcar, especialmente para pessoas com diabetes.

No entanto, adoçante são zero calorias, mas não são zero efeito na saúde. É justamente isso que as pesquisas mais recentes vêm apontando. Não se trata apenas de dizer que os adoçantes fazem mal segundo a OMS, mas sim de compreender as evidências científicas que motivaram essa recomendação.

Diante disso, em 2023, a OMS fez uma publicação desencorajando o uso de adoçantes sem açúcar (também chamados de edulcorantes não nutritivos) com o objetivo de controlar o peso corporal ou reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis.

Adoçantes fazem mal segundo a OMS? O que dizem os estudos

Essa recomendação foi baseada principalmente em uma revisão sistemática, que avaliou os efeitos do consumo prolongado de adoçantes. O que se observou foi que os adoçantes não promovem perda de peso de forma consistente e podem, a longo prazo, estar associados a efeitos indesejáveis à saúde.

Também há indícios de que o uso de adoçantes durante a gestação pode estar associado a um maior risco de parto prematuro.

Outro ponto de atenção é o chamado “engano cerebral”: ao oferecer sabor doce sem calorias, os adoçantes podem interferir nos mecanismos neurocomportamentais de saciedade, fazendo com que o cérebro espere por uma energia que não chega. Esse desencontro pode levar a um aumento da ingestão calórica posteriormente.

Ou seja, a pessoa reprime a vontade de comer doce, consome algo adoçado artificialmente, mas o corpo continua insatisfeito. Essa frustração pode estimular ainda mais o desejo por doces e contribuir para o consumo excessivo.

Além disso, alguns estudos apontam que os adoçantes podem alterar a microbiota intestinal, embora os mecanismos por trás dessas mudanças ainda não estejam totalmente esclarecidos. Também há sinais de associação com doenças cardiovasculares em determinados grupos populacionais.

Diante desse cenário, a recomendação de evitar o uso prolongado de adoçantes se baseia justamente nessas evidências emergentes. Embora não se possa afirmar com certeza que os adoçantes fazem mal segundo a OMS, a organização alerta para os possíveis efeitos adversos do uso contínuo dessas substâncias.

É importante lembrar que essas associações não provam uma relação direta de causa e efeito, mas reforçam a necessidade de cautela, inclusive para pessoas com diabetes. A própria OMS reconhece que a eficácia e segurança dos adoçantes para esse público ainda são incertas, e por isso recomenda moderação no consumo.

O que fazer então? Estratégias para educar o paladar

Afinal, adoçantes fazem mal segundo a OMS? Em resumo: os riscos ainda estão sendo estudados, mas as recomendações já indicam cautela no consumo. 

Você pode estar se perguntando, então, de forma prática, o que fazer na rotina?

Mais do que simplesmente trocar açúcar por adoçante, a chave está em repensar nossa relação com o sabor doce e buscar uma alimentação baseada em alimentos in natura. Em outras palavras, é necessário fazer um desmame do paladar doce — tanto do açúcar quanto dos adoçantes. 

Se você costuma usar dois sachês de adoçante ou cinco gotas de adoçante líquido, experimente reduzir gradualmente: passe para um sachê ou duas gotas, depois diminua ainda mais. O mesmo vale para o açúcar — se usa duas colheres de sopa, tente uma, depois uma de sobremesa. Esse processo de redução gradual ajuda a reeducar o paladar, tornando-o menos dependente do sabor doce intenso.

Outra estratégia interessante é adoçar naturalmente os alimentos com frutas. Um bom exemplo é misturar frutas maduras ou purês de fruta no iogurte natural, no lugar de versões adoçadas.

Além disso, vale lembrar que muitos alimentos ultraprocessados contêm uma combinação de adoçantes, açúcares e outros aditivos alimentares, o que reforça ainda mais a importância de reduzir o consumo desses produtos.

Consumir mais alimentos frescos e preparados em casa é um ótimo caminho para evitar o excesso de ultraprocessados e, consequentemente, de adoçantes e açúcares em geral.

Essas pequenas mudanças contribuem não só para reduzir o consumo de adoçantes, como também para promover uma alimentação mais saudável e de melhor qualidade no dia a dia. 

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Referências

CHAKRAVARTTI, Sandhya P. et al. Non-caloric sweetener effects on brain appetite regulation in individuals across varying body weights. Nature Metabolism, v. 7, n. 3, p. 574-585, 2025.

DEBRAS, Charlotte et al. Artificial sweeteners and risk of type 2 diabetes in the prospective NutriNet-Santé cohort. Diabetes Care, v. 46, n. 9, p. 1681-1690, 2023.

DERAM, Sophie. Pare de engolir mitos. 1. ed. Rio de Janeiro : Sextante, 2024.

World Health Organization. Use of non-sugar sweeteners: WHO guideline. WHO, 2023

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  1. Dieta rica em proteína: tudo o que você precisa saber
  2. Entenda tudo sobre densidade calórica e porque não usá-la para emagrecer
  3. Alimentação fit é a melhor opção para a saúde? Entenda!

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