Muita gente acredita que ter saúde é simplesmente não estar doente ou mesmo estar magro. Outras, ao verem alguém fazendo dietas restritivas e praticando exercícios físicos com frequência, logo consideram essa pessoa saudável. Mas será que é isso mesmo?
Afinal, o que é saúde, realmente?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) formulou, na década de 1940, um conceito que permanece atual e nos convida a refletir de forma mais ampla sobre esse aspecto tão essencial da nossa vida.
Vamos juntos nessa reflexão?
O que é saúde para a OMS?
Para iniciar essa reflexão, gostaria de trazer o conceito de saúde formulado pela OMS em 1946. Segundo essa Organização, saúde é: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”.
Essa definição foi apresentada como um princípio básico na Constituição adotada pela Conferência Internacional da Saúde que ocorreu em Nova Iorque no ano de 1946. Até hoje esse conceito é um guia para entender o que é saúde.
Para a OMS, a saúde envolve não apenas o bem-estar físico, mas também o emocional e as relações sociais. Assim, uma pessoa pode não apresentar nenhuma doença, mas se sentir desconectada de si mesma, do ambiente e da comunidade ao seu redor — e isso também deve ser considerado ao avaliarmos sua saúde.
Por outro lado, pense em alguém que convive com uma condição de saúde como o diabetes, mas mantém os exames sob controle, alimenta-se bem, sente que tem qualidade de vida e está integrado socialmente. Nesse caso, mesmo convivendo com uma doença, podemos considerar que essa pessoa está saudável.
Saúde vai além do peso
A nossa sociedade tem a saúde como sinônimo de magreza e faz uma associação muito forte entre perder peso e ser mais saudável.
Mas como pode ver no conceito de saúde da OMS, em nenhum momento se fala em peso. Isso porque existem pessoas saudáveis de todos os tamanhos e formas. Alguém pode ter perdido bastante peso em decorrência de uma infecção ou outra doença, concorda? Nesse caso, esse emagrecimento é decorrente de um problema de saúde, sendo algo preocupante e que necessita de cuidados.
Já uma pessoa com excesso de peso pode ter ótimos exames bioquímicos, não apresentar doenças, alimentar-se bem, ser fisicamente ativa, ter boas relações sociais, sentir bem-estar e, assim, estar em plena saúde.
Também tornou-se comum acreditar que para ter saúde é preciso ingerir muitos suplementos, medicamentos e alimentos milagrosos. Isso é compreensível, pois nos últimos tempos a saúde tornou-se um grande negócio.
As indústrias alimentícia e farmacêutica são muito poderosas e vendem a ideia de que para ter saúde é necessário comprar determinados produtos e serviços. Nesse caso, o que é saúde para a indústria em geral se afasta da ideia de saúde da OMS.
Enquanto a indústria alimenta a ilusão de que remédios, suplementos e produtos garantem um corpo mais saudável, mais longevo, magro e bonito, a OMS propõe um olhar diferente: para ela, a saúde está ligada à autonomia, ao bem-estar e ao empoderamento das pessoas.
Já entendeu o que é saúde, mas o que fazer?
Tudo bem, você já compreendeu o que é saúde. Mas, se ela não se resume a perder peso nem a comprar remédios, produtos ou suplementos, talvez esteja se perguntando: o que posso fazer, então, para ter saúde?
Antes de tudo, é importante entender que saúde não segue uma fórmula única. Ela está profundamente relacionada ao estilo de vida de cada pessoa e envolve um processo contínuo, que respeita as singularidades e realidades individuais. Não é algo que se alcança de um dia para o outro, mas que se constrói diariamente.
A partir das dimensões do conceito da OMS — bem-estar físico, mental e social —, algumas atitudes podem ajudar nesse caminho. Você pode:
- Comer melhor
Como já disse, você não precisa comer menos, fazer restrições alimentares, nem comprar alimentos milagrosos ou investir em suplementos — a menos que exista uma real necessidade identificada por um profissional de saúde. No entanto, é claro que uma alimentação saudável é essencial. E isso significa comer bem, priorizando alimentos frescos, variados e preparados em casa sempre que possível.
Esse hábito contribui para a redução do consumo de ultraprocessados, que não são proibidos, mas pedem um consumo moderado, de forma ocasional. O foco está no equilíbrio, no prazer de comer e na construção de uma relação mais consciente e saudável com a comida.
- Colocar o corpo em movimento
A prática de atividade física é fundamental para a saúde. E isso não significa seguir padrões rígidos ou se sobrecarregar, mas sim encontrar formas de se movimentar que tragam prazer e bem-estar. Pode ser uma caminhada ao ar livre, uma aula de dança, musculação, andar de bicicleta ou praticar um esporte que você goste.
Quando nos perguntamos o que é saúde, precisamos lembrar que ela envolve também bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, o importante é que o exercício seja incorporado à rotina de forma equilibrada e respeitosa com os limites do corpo. Movimentar-se regularmente contribui tanto para a saúde física quanto para a saúde mental, ajudando a reduzir o estresse, melhorar o humor e aumentar a disposição.
- Cuidar dos relacionamentos
Estar perto de pessoas que amamos e em quem confiamos faz toda a diferença para a nossa saúde. Ter vínculos afetivos, sentir-se acolhido e pertencente a um grupo são aspectos fundamentais do bem-estar.
Mas a saúde também envolve o cuidado com o nosso mundo interior: buscar satisfação pessoal, desenvolver o autoconhecimento e aprender a lidar com o estresse do dia a dia são atitudes que fortalecem a saúde emocional e mental. Cuidar de si vai muito além do corpo — envolve também a mente, os sentimentos e as relações.
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Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos ou fórmulas mágicas de emagrecimento. Até porque não acredito em nada disso!
A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida. Para que, enfim, você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.
Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.
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Referência
DALLARI, Sueli Gandolfi. O direito à saúde. Rev. Saúde Pública, v. 22, p. 57-63, 1988.
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