Por muitos anos, a Nutrição foi baseada em uma abordagem mais racional e matemática dos alimentos: calorias, nutrientes e cálculos importavam muito!E se materializavam na forma de dietas, muitas vezes monótonas, cheias de regras, quantidades e proibições. Felizmente, hoje muitos profissionais já sabem o que é nutrição comportamental, e essa abordagem está se tornando cada vez mais aceita pelas pessoas.
Hoje, já está claro que saber a quantidade de calorias que uma pessoa ingere diariamente não é suficiente, e nem é tão interessante saber esse número se a relação dela com a comida for ruim.
Isso porque o comportamento diante da mesa e os hábitos alimentares são tão importantes quanto os nutrientes que a pessoa come.
Eu acredito nisso desde que comecei a trabalhar como nutricionista, e uma das frases que mais falo nas minhas aulas, palestras e consultas é: “COMO você come é tão importante quanto O QUE você come”. E para falarmos sobre o que é nutrição comportamental, precisamos ampliar um pouco essa frase.
Em outras palavras, quando digo isso, meu objetivo é mostrar que sim, o nutriente importa, mas que também precisamos comer em paz, sem culpa e ter prazer! Fomos tão bombardeados com terrorismo nutricional nos últimos anos que já perdemos essa noção.
Muitos se sentem culpados ao comer algo só porque é gostoso, ou só porque está com vontade.
Se em seu consultório tem recebido pacientes que se sentem dessa forma, desanimados por viverem entrando e saindo de dietas restritivas sem resultados com dietas, vale a pena entender um pouco mais sobre o que é nutrição comportamental.
O que é nutrição comportamental?
O interesse sobre o que é nutrição comportamental tem aumentado bastante nos últimos tempos, graças a uma crescente movimentação dos profissionais da área para entender mais os hábitos e comportamentos que interferem na saúde e, consequentemente, no peso das pessoas.
No Brasil, a nutricionista Marle Alvarenga, coordenadora do Grupo Especializado em Nutrição, Transtornos Alimentares e Obesidade (Genta) e uma das idealizadoras do Instituto Nutrição Comportamental foi uma das pessoas que recentemente ajudou a popularizar o tema.
No entanto, o comportamento alimentar já vem sendo estudado há muitos anos por psicólogos e sociólogos, como os queridos Paul Rozin (americano) e Claude Fischler (francês). Eles foram uns dos primeiros a notar que as pessoas não escolhem os alimentos somente pela razão.
Enquanto isso, a Nutrição ainda tinha uma visão reducionista e, por muitas décadas, se baseou apenas na categorização dos alimentos por seu valor nutricional.
Podemos dizer que passamos a saber o que é nutrição comportamental e a usar essa nomenclatura quando descobrimos que poderíamos mesclar todos esses conhecimentos.
Eu particularmente nunca acreditei na contagem de calorias e nem em dietas restritivas, mas sim, na importância de rever o estilo de vida como um todo e na reeducação alimentar.
É importante perceber também quando a fome é fisiológica ou emocional, conforme explicado no vídeo abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=9D0imsYIV1s
Isso não quer dizer que nós, profissionais de saúde que atuamos com essa abordagem mais comportamental, não usamos mais nada da Nutrição clássica. Porém, ela é baseada em princípios como restrições, proibições, contagem de calorias e uma abordagem muito focada no peso e na balança, coisas que se opõem ao que é a nutrição comportamental.
A abordagem clássica não trouxe resultados duradouros e hoje está bem estabelecido que 95% das pessoas fracassam com essas práticas.
Precisamos ampliar nossa visão e lembrar que o ser humano se nutre de alimentos e sentimentos. Quando falamos sobre o que é nutrição comportamental, consideramos o peso, mas sem focar exclusivamente nele. Enxergamos o peso como uma consequência dos hábitos, e procuramos entender o contexto social, o comportamento, o histórico e o estilo de vida do paciente, entre outros fatores.
Podemos dizer que essa abordagem é mais focada no indivíduo e na sua relação com a comida. O tratamento envolve ajudar a pessoa a recuperar autonomia, ou seja, suas noções de fome e saciedade e voltar a comer de forma mais consciente.
Isso envolve, também, aplicar conhecimentos sobre a Nutrição clássica, nutrigenômica, conceitos da neurociência, além de ferramentas da psicologia que facilitam a comunicação com o paciente e favorecem a adesão ao tratamento.
Foi com base nesse mix de informações que montei o curso online Efeito Sophie para ajudar o público em geral, além da Formação Método Sophie de Terapia Nutricional, voltada para profissionais de saúde!
Então, podemos comer de tudo na nutrição comportamental?
Muita gente está interessada em saber o que é nutrição comportamental, porque pensa que o princípio básico é: “está liberado! Pode comer tudo!”.
Isso tem atraído o interesse da indústria, que tem patrocinado alguns eventos da área e se apropriando da ideia de “comer sem culpa“.
Eu sou a primeira a defender o “comer sem culpa”, mas isso não quer dizer comer sem critério!
Nutrição comportamental não quer dizer que você não deve se preocupar e escolher qualquer coisa. A proposta é unir uma alimentação de qualidade com comportamentos mais adequados diante da mesa.
Resumindo: o ideal é uma alimentação equilibrada, com base em comida fresca e caseira, e menor presença de ultraprocessados.
Não é preciso cortar tudo de uma vez, mas sim priorizar os alimentos in natura e, naturalmente, reduzir o consumo dos industrializados.
Afinal, você pode comer de tudo, mas não tudo!
Inclusive, esse é um dos princípios que eu uso para ajudar meus alunos e alunas a colocar em prática durante o curso online Efeito Sophie.
E para encontrar esse equilíbrio é preciso aprender a honrar o momento de comer, fazendo as refeições principais com calma, respeitando a fome e entendendo melhor o seu próprio corpo.
Saiba mais!
Se você entrou aqui interessado em entender o que é nutrição comportamental e quer saber ainda mais sobre o tema, tenho uma dica final para você.
Após muitos pedidos de profissionais de saúde que entraram em contato comigo, criei a Formação Método Sophie de Terapia Nutricional.
Ao publicar “O Peso das Dietas”, notei uma necessidade de colegas da área de se atualizarem na ciência da Nutrição em relação ao peso, obesidade e transtornos alimentares, além da área comportamental – algo que ainda não é estudado nas faculdades.
O meu objetivo é apresentar uma Nutrição com Ciência e Consciência e fornecer ferramentas para um atendimento mais personalizado e humanizado, com foco na mudança do comportamento e na construção de uma relação mais saudável com a comida.
A propósito, tive a honra de formar centenas de profissionais de saúde em mais de 20 estados pelo Brasil, entre nutricionistas, médicos e psicólogos.
Veja o que eles acham da minha metodologia:
Profissionais formados pelo Método Sophie
Se você se identifica com essa linha de trabalho, não deixe de conferir mais informações sobre o curso abaixo:
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E se ainda não for o momento de fazer o curso, fique à vontade também para assinar o clube Método Sophie Canal Pro no YouTube ou mesmo agendar uma consulta no meu escritório.
Referências
DERAM, Sophie. O peso das dietas: emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas. 2.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.
ALVARENGA, Marle et al. Nutrição Comportamental. 2.ed. Barueri – SP: Manole, 2019.












2 Comentários. Deixe novo
Bom dia!
Meu nome é Roberta sou nutri, gostaria de saber sobre o curso p nutri de nutrição comportamental. Valores, como é, etc…
obrigada
Olá Roberta! Te convido a visitar a página https://bit.ly/PresencialMetodoSophie
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Pierre, Equipe Sophie