Você já percebeu que, em momentos de estresse, seu apetite muda? Algumas pessoas sentem uma vontade maior de comer, buscando conforto nos alimentos, enquanto outras acabam perdendo totalmente a fome. Essas alterações fazem parte da forma como corpo e mente reagem às pressões do dia a dia.
Aqui, você vai entender melhor por que isso acontece e por que comer por estresse pode ser tão comum.
Vem comigo!
O que é comer por estresse?
De forma simples, o estresse é a reação do nosso corpo e da nossa mente diante de situações que parecem difíceis ou ameaçadoras. Ele surge quando sentimos que algo está “pesando” mais do que conseguimos dar conta naquele momento.
Essas situações podem ser emocionais, como problemas no trabalho, conflitos familiares, luto ou insegurança financeira. Mas também podem ser físicas, como ficar doente, dormir mal, enfrentar dores constantes ou até mesmo a restrição alimentar. Tudo isso pode ser interpretado pelo corpo como um sinal de alerta.
Quando o estresse aparece, o organismo tenta se proteger. Ele ativa mecanismos para nos manter atentos e prontos para reagir, buscando recuperar o equilíbrio interno. Em curto prazo, isso pode até ser útil. Um pouco de estresse pode nos dar energia, foco e motivação para resolver problemas do dia a dia — é o chamado “bom estresse”.
O problema é quando esse estado de alerta dura muito tempo. O estresse crônico sobrecarrega o corpo e a mente, causando um desgaste que dificulta a adaptação. Com o tempo, isso pode afetar o humor, o sono, a imunidade, a saúde em geral e também a relação com a comida, por isso falamos em comer por estresse – apesar de que ele também pode nos levar a perder o apetite.
Além disso, cada pessoa vivencia o estresse de um jeito. A forma como reagimos depende da nossa história de vida, do momento emocional, da personalidade e até de como o nosso corpo responde fisicamente. Por isso, o que é muito estressante para alguém pode não ser para outra pessoa.
Por que comemos por estresse?
São muitos os motivos que nos levam a comer por estresse, ou, por outro lado, a perder o apetite diante de situações estressantes.
Hoje sabe-se que um dos motivos é que existe uma forte relação entre o nosso sistema gastrointestinal e o nosso cérebro. Inclusive, nosso intestino é chamado de segundo cérebro, pois está cheio de neurônios.
O estresse pode afetar a comunicação entre o cérebro e o intestino, que é essencial para sinalizar se o corpo precisa de energia ou se já está saciado. Assim, tanto o estresse pode suprimir o apetite, como pode levar a pessoa a uma busca por alimentos energéticos, como aqueles ricos em açúcares.
Esse último caso acontece, muito claramente, quando fazemos dietas restritivas, que é algo muito estressante.
Nesse caso, o corpo não interpreta a privação alimentar como um plano consciente para emagrecer, mas como um sinal de escassez. Para o cérebro, reduzir demais a quantidade ou a variedade de alimentos pode indicar que algo não vai bem e que é preciso se proteger.
Diante dessa “ameaça”, entram em ação mecanismos de sobrevivência. O organismo tende a intensificar os sinais de fome e o desejo por comida, enquanto diminui o gasto de energia. É como se o corpo acionasse um modo de proteção, tentando poupar calorias e armazenar o máximo possível para garantir sua segurança.
Com o tempo, esse processo pode bagunçar os sinais naturais de fome e saciedade. A comida passa a ocupar um espaço excessivo nos pensamentos, aumentando a chance de episódios de comer por emoção, perda de controle ao comer e outros comportamentos alimentares de risco. Por isso, restringir a alimentação pode levar a comer por estresse, afetando a saúde física e mental.
Como evitar comer por estresse?
Agora que já entendeu por que comemos por estresse, vou apresentar 3 dicas para ajudar você a enfrentar esse problema:
1- Encontre a sua melhor forma de lidar com o estresse
Não é simples, mas é possível começar observando as situações que mais deixam você tenso e percebendo como costuma reagir a elas. A partir disso, vale buscar respostas mais gentis e funcionais.
Acolher as emoções sem julgamento e fazer pequenas pausas para respirar e se reconectar com o momento presente ajudam a reduzir a sobrecarga. Além disso, incluir no dia a dia momentos simples de prazer — como caminhar, ouvir música ou descansar quando o corpo pede — é uma forma eficaz de cuidar do bem-estar e diminuir os efeitos do estresse.
2- Deixe as dietas restritivas de lado
Deixar as dietas de lado é fundamental. Como já mencionado, elas são estressantes e pouco sustentáveis, além de serem um fator que leva a comer por estresse. Restringir a alimentação até pode levar a uma perda de peso no início, mas, com o tempo, o efeito sanfona e os prejuízos à saúde física e mental tendem a aparecer.
3- Busque um estilo de vida mais saudável
Isso significa comer melhor — e não menos — priorizando alimentos frescos e preparações caseiras, ao mesmo tempo em que se constrói uma relação mais tranquila com a comida.
Não existem alimentos proibidos: tudo depende do contexto. Comer uma torta em uma festa de aniversário pode ser saudável, assim como levar marmita para um casamento pode indicar uma relação difícil com a comida.
Além da alimentação, vale investir em atividade física regular e prazerosa e em boas noites de sono, já que o descanso é essencial para o equilíbrio do corpo e do cérebro.
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A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida. Para que, enfim, você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.
Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.
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Referências
KUCKUCK, Susanne et al. Glucocorticoids, stress and eating: The mediating role of appetite‐regulating hormones. Obesity Reviews, v. 24, n. 3, p. e13539, 2023.
YAU, Yvonne; POTENZA, Marc. Stress and eating behaviors. Minerva Endocrinol., v. 38, n. 3, p. 255, 2013.
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