Emagrecer com saúde
teste genético para emagrecer
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Teste genético para emagrecer?

Cada um de nós nasce com uma carga genética única, que desempenha um papel crucial na definição de características individuais. 

Essa influência genética ajuda a explicar por que algumas pessoas possuem um biotipo específico enquanto outras apresentam características diferentes, além de determinar a predisposição para certas condições de saúde ou uma resistência natural a determinadas doenças.

Pensando nisso, começou-se a se pensar por que algumas pessoas comem de tudo e não engordam, enquanto outras fazem dietas restritivas e estão sempre lutando contra a balança. 

Na esperança de ter respostas mais claras sobre isso, as pessoas estão recorrendo a testes genéticos para emagrecer. No entanto, trata-se de um tema controverso e cheio de polêmicas.

Quer entender melhor?

Então, vem comigo!

Como funciona um teste genético para emagrecer?

Os chamados testes genéticos para emagrecer são exames realizados a partir de uma amostra de sangue, utilizados para analisar genes relacionados a diversos aspectos do organismo. 

Esses testes prometem fornecer informações sobre o metabolismo, a digestão, a resposta ao exercício físico, entre outros fatores, com o objetivo de auxiliar na perda de peso. Com os resultados, busca-se personalizar dietas, planos alimentares e rotinas de exercícios, adaptando-os às características genéticas individuais.

A genética é muito importante e nos dá informações preciosas, mas não há evidências de que um teste genético para emagrecer forneça informações sobre que alimentos comer ou como se exercitar para perder peso. 

A comida conversa com nossos genes, que funcionam como instruções que codificam proteínas e enzimas responsáveis por decompor os alimentos em nutrientes. Outras proteínas transportam esses nutrientes por todo o corpo, determinando se serão utilizados ou armazenados. 

No entanto, centenas de genes estão envolvidos nesse processo complexo. Por isso, é raro que apenas um gene seja o responsável por uma pessoa estar com excesso de peso ou enfrentar dificuldades para se exercitar. Essa complexidade genética explica por que os testes genéticos para emagrecer nem sempre oferecem uma solução clara para orientar uma alimentação específica, uma vez que eles não conseguem analisar tantos genes assim.

Outros testes genéticos

Além dos testes genéticos para emagrecer, também se fala sobre aqueles que detectam predisposição à inflamação, frequentemente utilizados como método auxiliar no emagrecimento, devido à associação entre inflamação crônica e obesidade. Esses testes prometem identificar quais alimentos podem causar inflamação em uma pessoa específica, recomendando, com base nos resultados, a exclusão desses alimentos da alimentação.

Já atendi pessoas que tiveram o azar de realizar um teste como esse e apareceram com uma lista com diversos (mais de cinquenta!) alimentos a serem cortados da alimentação. Já imaginou o estresse?

Também encontrei uma pessoa na França que fez esse teste e o resultado indicou que alimentos da sua rotina diária, como ovos, leite e carne, eram inflamatórios para ela. Ela cortou esses alimentos e começou a comer mais castanhas e nozes e, então, refez o teste. Dessa segunda vez, o teste apontou que ovos, leite e carnes não eram mais inflamatórios, mas castanhas e nozes sim.

É por isso que não dá para confiar nesse tipo de teste. Ele mede os níveis de anticorpos específicos para determinados nutrientes, o que significa que só apresentará reações aos alimentos mais frequentemente consumidos pela pessoa, podendo gerar resultados pouco precisos ou enganosos. Sem falar que nenhum alimento, por si só, é capaz de causar inflamação.

Porém, apesar de testes genéticos para emagrecer não serem confiáveis, existem muitos testes genéticos de qualidade, úteis e importantes. 

Um exemplo é o teste que detecta uma mutação associada à fenilcetonúria, uma doença congênita. A pessoa nasce com essa condição e, devido à ausência de uma enzima, não consegue metabolizar o aminoácido fenilalanina, presente em alimentos como carnes, peixes, ovos, laticínios, lentilhas, feijões, nozes, trigo, aveia e quinoa. Isso pode levar a sintomas graves, como danos no cérebro e deficiência intelectual.

Trata-se de um teste crucial quando realizado em recém-nascidos. Se o teste dá positivo é possível buscar uma alimentação restrita em alimentos ricos nesse aminoácido, e, assim, contribuir para o desenvolvimento adequado da criança.

Teste genético para emagrecer como negócio da saúde

Como mencionei, existem testes genéticos importantes, mas muitos deles, incluindo os testes genéticos para emagrecer ou para identificar predisposição à inflamação, parecem mais modismos do que soluções eficazes. Muitas vezes, esses testes são usados como uma prática voltada para o lucro, o que chamo de “negócio da saúde”.

Mesmo quando interpretados por profissionais qualificados, esses testes frequentemente oferecem pouca contribuição para a saúde do paciente. Um exemplo disso é quando um médico solicitou um teste genético para um paciente, recebendo uma comissão sobre o valor cobrado pelo laboratório, e pediu para que eu interpretasse os resultados.

Por isso, é muito importante buscar profissionais de saúde de sua confiança e não acreditar em tudo o que lê sobre alimentação. A indústria da dieta e o negócio da saúde estão cheias de charlatães.

A questão não é que você está tendo uma dieta inadequada para a sua genética, a questão é que você está fazendo dieta. Como sabemos, a maioria das pessoas que fazem dietas restritivas podem até perder peso inicialmente, mas a longo prazo voltam a engordar. 

O teste genético para emagrecer não vai fornecer uma fórmula milagrosa para perda de peso. Mas posso afirmar que restringir a alimentação pensando na perda de peso pode interferir bastante com o seu apetite, resultando em um aumento da fome e no efeito sanfona.

Até o momento, o que tem se mostrado mais interessante na busca por perder peso sustentável é buscar um estilo de vida mais saudável, que contemple dormir bem, lidar com o estresse, praticar exercício físico regularmente e de forma prazerosa, além de se alimentar bem, ou seja, consumindo mais comida fresca e caseira.

Dessa forma, é possível atingir um peso saudável, aquele que você consegue manter sem fazer sacrifícios, ou seja, sem precisar de restrições desnecessárias, nem de modismos alimentares.

 

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A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida. Para que, enfim, você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa. 

Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.

Vamos juntos nessa? 

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Bon appétit!

Referência

DERAM, Sophie. Pare de engolir mitos. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2024.

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