A gravidez é um período em que o apetite pode oscilar bastante. No primeiro trimestre, devido a enjoos, é comum que a fome diminua. Já no segundo e terceiro trimestres, a gestante pode sentir uma maior necessidade de se alimentar.
Essas variações são absolutamente normais, mas é natural que surjam muitas dúvidas sobre a alimentação para mulher grávida. Uma das questões mais comuns é: será que é mesmo necessário comer por dois?
Vamos descobrir juntas?
Vem comigo!
Para a gestante, melhor que comer em dobro, é comer bem
Durante a gestação, ocorrem muitas alterações hormonais no corpo da mulher. Há um aumento da produção de progesterona e estrogênio — hormônios sexuais femininos —, além de outros hormônios que desempenham papéis essenciais nesse período. Essas mudanças podem causar enjoos e oscilações de humor, mas são adaptações naturais que auxiliam o crescimento do bebê e a preparação do corpo da gestante.
Essas alterações hormonais também podem influenciar o apetite. A presença de enjoos e náuseas, comuns no primeiro trimestre, pode levar à redução da fome. Isso acontece, em parte, devido aos altos níveis de hCG (gonadotrofina coriônica humana), hormônio produzido pela placenta após a implantação do embrião, que estimula a produção de progesterona para manter a gestação nos primeiros meses.
Por outro lado, com o avanço da gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, a gestante pode sentir mais fome. Além das oscilações hormonais, isso ocorre porque as necessidades nutricionais realmente aumentam — ou seja, o corpo passa a demandar mais nutrientes e calorias para nutrir tanto a mãe quanto o bebê.
Mas vamos com calma… Isso não significa que a gestante precise comer por dois. O melhor a se fazer é focar em comer bem, ou seja, buscar uma boa alimentação para mulher grávida que atenda a essas novas demandas.
Alimentação para mulher grávida é comer melhor, sem neuras
Se, por um lado, algumas mulheres grávidas se sentem muito à vontade para “comer por dois” e podem acabar exagerando, consumindo mais do que realmente precisam, por outro lado, muitas ficam preocupadas em não engordar na gravidez e temem prejudicar o feto. Isso pode levar a restrições alimentares e deficiências nutricionais, o que sim, pode resultar em uma nutrição inadequada e insuficiente, prejudicando o desenvolvimento do bebê.
Por isso, é importante lembrar que, se dietas restritivas não são recomendadas em outros períodos da vida adulta, nem para perda de peso nem para melhorar a saúde, fica claro que, na gestação, elas são ainda mais inapropriadas.
É importante que alimentação para mulher grávida seja variada, saborosa e prazerosa (sim, prazer também é essencial para a saúde!), com preferência por alimentos frescos, caseiros e nutritivos, sem seguir modismos alimentares.
Neste período, é fundamental ouvir os sinais de fome e saciedade, comendo quando o corpo precisar de energia e parando ao sentir-se satisfeito. É importante evitar longos períodos sem se alimentar, pois isso pode causar mal-estar, enjoos e tonturas. Mas também evitar exageros, que podem resultar em desconfortos como azia e dores no estômago.
Além disso, como a gestação é um ciclo da vida com muitas alterações hormonais, o que pode gerar mudanças de humor, além das inseguranças e medos comuns nessa fase, é fundamental estar atenta à fome psicológica.
Essa é a fome que não surge porque o corpo precisa de alimento, mas por questões emocionais — como a vontade de celebrar quando estamos felizes ou a busca por conforto na comida quando estamos tristes. A fome psicológica é natural, pois todos nós comemos levados por nossas emoções.
No entanto, é preciso atenção, pois, se essa fome for exacerbada, pode levar ao comer emocional, fazendo com que a pessoa coma por qualquer motivo e acabe exagerando na alimentação de forma recorrente.
Cada gravidez é única! Busque profissionais de confiança
Gostaria de deixar claro que estas são recomendações gerais e que cada gestante e cada gestação são únicas. As necessidades nutricionais, os efeitos no corpo e as experiências variam de mulher para mulher. Por isso, é essencial o acompanhamento com profissionais de saúde de confiança, incluindo um nutricionista, para lidar com as questões alimentares durante esse período.
Lembre-se de que o que funcionou para uma amiga pode não ser o melhor para você, e que muitas dicas encontradas na internet ou em revistas podem, na verdade, ser mais prejudiciais do que úteis.
Por isso, é importante estar sempre alerta. Não acredite em tudo o que lê sobre alimentação e evite encarar a alimentação para mulher grávida com medo ou como um fardo. Esse é um período muito especial, e a alimentação deve contribuir para a saúde física e mental, ajudando a lidar com o estresse, em vez de intensificá-lo.
Se você já tem um estilo de vida saudável e bons hábitos alimentares, continue com eles. Se acredita que é hora de fazer mudanças, a gestação pode ser um excelente momento para isso. Porém, faça isso de forma gradual, respeitando seu corpo e sua realidade. E, em vez de comer por dois, procure comer duas vezes melhor — e, claro, fuja de dietas restritivas!
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Referência
DERAM, Sophie. Pare de engolir mitos. 1. ed. – Rio de Janeiro : Sextante, 2024.
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