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o que diabético pode comer
o que diabético pode comer

O que diabético pode comer, afinal?

O controle do nível de glicose circulante no sangue tem sido uma estratégia que diminui (e muito) as complicações relativas ao diabetes e ajuda quanto ao que diabético pode comer

Para a maioria das pessoas que vivem com essa doença crônica, controlar as taxas de açúcar no sangue envolve tomadas de decisões importantes e constantes, mas que podem ser feitas sem estresse e sem restrições. 

Mas para isso a pessoa com diabetes precisa estar bem orientada para aprender a lidar com esse problema de saúde.  

Vamos ver como?

Entenda sobre quantidade de carboidratos e índice glicêmico…

Antigamente a alimentação de uma pessoa com diabetes tinha uma só regra geral: não pode comer açúcar, nem nada doce. 

Os conhecimentos em nutrição e fisiologia evoluíram e hoje o que o diabético pode comer deixou de ser algo monótono. A recomendação continua sendo evitar o excesso de açúcar, para manter a glicemia estável, como preconizado para todo mundo, mas desde que bem orientado, não é necessário cortar o doce. 

Na verdade, quem convive com o diabetes pode comer de tudo, e deve incluir alimentos de todos os grupos alimentares.

Existem alguns conceitos que nos ajudam a entender a dinâmica da nossa glicemia e conhecê-los mais a fundo permite a pacientes com diabetes uma maior autonomia na hora de fazer as suas escolhas alimentares. Um deles é o Índice Glicêmico. 

O Índice Glicêmico (IG) foi criado em 1981 como uma ferramenta para pessoas com diabetes selecionarem alimentos, ou seja, facilitar o que o diabético pode comer. Esse índice diz respeito ao efeito da ingestão de alimentos que apresentam carboidratos em sua composição em relação a um alimento-controle, o pão branco, por exemplo. 

Parece complicado mas no fundo é bem simples. Se um alimento desencadeia um pico de glicose que logo cai, esse alimento tem índice glicêmico alto. Muita glicose entra e é usada bem rápido pelas células. 

Mas se ao ser ingerido um alimento desencadeia um aumento lento da glicose no sangue e uma diminuição também lenta, esse alimento tem um índice glicêmico baixo. Os alimentos de baixo índice glicêmico podem apresentar fibras em sua composição que tornam a absorção do açúcar que eles contém mais lenta.

Pessoas com diabetes precisam estar atentas ao consumir alimentos com alto índice glicêmico, para evitar alterações dos níveis de glicose no sangue. 

Além disso, para saber o que o diabético pode comer, é importante identificar a quantidade de carboidratos contidos nos alimentos. Isso pode ajudar na contagem de carboidratos, principalmente entre aqueles que fazem uso de insulina. Daí a importância de saber interpretar bem os rótulos nutricionais dos alimentos, conforme explicado no vídeo abaixo:

 

Alimentos com índice glicêmico alto não precisam  ser evitados

Como vimos, alimentos com Índice Glicêmico alto elevam rapidamente os níveis de glicose no sangue. São os alimentos à base de carboidratos simples como pães, bolos, massas feitos com farinha refinada, açúcar branco, tapioca, sucos coados, alimentos processados e ultraprocessados como salgadinhos, bolachas, sucos de caixinha. 

Já um alimento com Índice Glicêmico mais baixo, via de regra é mais rico em fibras e/ou gorduras. Eles podem até ser ricos em carboidratos, porém esses carboidratos não vêm sozinhos. 

O consumo desses alimentos leva a um aumento mais lento nos níveis de glicemia no sangue, e consequentemente, a uma captação mais lenta dessa glicose pelas células. 

Alguns exemplos de alimentos com índice glicêmico baixo são: verduras, frutas e legumes, leite e derivados e cereais integrais.

A regra é simples. 

Quanto mais refinado e longe do alimento original menos fibras e nutrientes. 

Por outro lado, os alimentos com alto IG são ricos, exclusivamente, em açúcar, o que pede uma atenção da pessoa com diabetes. Pode comer ou devem ser evitados a todo custo? 

Se a glicemia estiver bem controlada esses alimentos não precisam ser evitados. Mas é importante que sejam consumidos com outros alimentos ou em determinados horários. 

Por exemplo, o arroz e o pão brancos têm bastante carboidratos, mas geralmente são consumidos com feijão (rico em fibras) e queijo (rico em proteínas e gorduras), respectivamente. 

A combinação desses alimentos afeta o Índice Glicêmico e diminui a absorção de glicose pelo organismo. Ou seja, você não precisa consumir arroz e pão integrais se você não gosta, mas é importante combiná-los com alimentos de outros grupos.

Algumas frutas apresentam mais carboidratos que outros. Nesse caso, pode ser mais adequado consumir aquelas mais ricas em açúcares em lanches, e não como sobremesa após as refeições. 

Os doces também podem fazer parte da alimentação da pessoa com diabetes. E não necessariamente precisam ser diet. Inclusive, o açúcar de adição, para adoçar o café, por exemplo, não precisa ser retirado. Mas claro, é importante que haja planejamento e orientações adequadas.

Educar pacientes com diabetes é essencial

Os profissionais de saúde são peças-chave para dar apoio e orientar aqueles que convivem com o diabetes. 

Então, é dever deles educarem seus pacientes com diabetes, não exatamente para que saibam o que diabético pode comer, mas para que possam ter autonomia e fazer escolhas alimentares melhores.

A tecnologia também pode contribuir para tornar esses pacientes mais autônomos, pois podem controlar melhor a glicemia e se sentirem mais tranquilos e seguros.

Na verdade, hoje as recomendações dietéticas para diabéticos com glicemia controlada não são tão diferentes das recomendações para pessoas que desejam manter a saúde. 

É importante que esses pacientes tenham uma alimentação equilibrada baseada em comida de verdade! 

Alimentos industrializados, principalmente os ultraprocessados, não devem ser a base da alimentação, mas podem ser consumidos esporadicamente, já que normalmente são mais ricos em gorduras, sal, açúcar e aditivos químicos que seus equivalentes feitos em casa. 

Então, cozinhe mais

Pratique a alimentação consciente e faça suas refeições em boas companhias, mastigando bem, ouvindo seus sinais de fome e saciedade.

Fazer uma atividade física é essencial para pacientes com diabetes, já que a eficácia da prática de exercícios físicos já é consolidada há anos como uma arma essencial na manutenção de níveis de glicose sanguínea estáveis, bem-estar e qualidade de vida.

Resumindo: pacientes que convivem com o diabetes podem ter uma vida normal se alimentando bem e se movimentando.

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Referências

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