O sal do Himalaia faz mal? Essa dúvida também é sua?
O cloreto de sódio, conhecido popularmente como sal de cozinha, é um ingrediente que realça o sabor dos alimentos, mas pede moderação no consumo. O excesso de sódio pode estar associado a um maior risco de desenvolver doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e problemas renais.
Hoje em dia, muitas pessoas utilizam sal em excesso, adicionando-o em pratos já temperados e consumindo uma grande quantidade de alimentos ultraprocessados, que são geralmente ricos em sódio.
Diante desse cenário e do constante medo em torno da alimentação — também conhecido como terrorismo nutricional — surgem alternativas que prometem ser mais “naturais” ou saudáveis. É nesse contexto que o sal do Himalaia ganhou popularidade.
Mas será que ele é mesmo tão benéfico assim? Ou será que o sal do Himalaia faz mal?
Se você quer entender os mitos e verdades sobre o sal do Himalaia e saber se ele realmente é uma escolha mais saudável, continue a leitura!
O que é sal do Himalaia?
Antes de responder se o sal do Himalaia faz mal, é importante entender o que exatamente é esse ingrediente que ganhou tanto espaço nas prateleiras e na internet.
O sal do Himalaia, também conhecido como sal rosa do Himalaia, é um tipo de sal mineral extraído da região da Cordilheira do Sal, localizada no norte da província de Punjab, no Paquistão.
Sua coloração rosada característica se deve à presença de minerais como o ferro, que está presente nas rochas onde o sal é encontrado. Além do ferro, o sal do Himalaia pode conter pequenas quantidades de outros minerais, como cálcio, potássio e magnésio, o que alimenta a ideia de que ele seria uma opção mais saudável que o sal refinado comum.
Mas será que esses minerais realmente fazem diferença na saúde? E, diante disso, o sal do Himalaia faz mal ou é apenas mais um modismo alimentar?
Sal do Himalaia faz mal, faz bem ou é modismo?
Muita gente acredita que o sal do Himalaia é melhor que o sal de cozinha comum por ter menos sódio, mas na verdade sabe-se que as quantidades de sódio nesses dois ingredientes são bem semelhantes.
Como dito no tópico anterior, é verdade que o sal do Himalaia contém pequenas quantidades de minerais como ferro, cálcio e magnésio, ausentes no sal refinado. No entanto, a concentração desses minerais é muito baixa.
Para obter algum benefício real em termos de micronutrientes, seria necessário consumir grandes quantidades de sal rosa, o que, por si só, aumentaria o consumo de sódio a níveis prejudiciais, elevando o risco de hipertensão e outras doenças crônicas. Ou seja: podemos dizer que o sal do Himalaia faz mal sim, se consumido em excesso, assim como qualquer outro tipo de sal.
Além disso, o sal do Himalaia costuma ser bem mais caro do que o sal comum, e o custo-benefício é, na prática, mínimo. Pagar mais caro por um alimento que oferece pouca vantagem nutricional pode não ser a melhor escolha, especialmente se a motivação for apenas o apelo de ter uma alimentação mais saudável.
A resposta, portanto, é simples: o sal do Himalaia não faz mal quando consumido com moderação, assim como o sal refinado também pode fazer parte da alimentação sem prejuízos. Se você gosta do sal rosa por sua coloração, textura ou uso em preparações específicas, pode utilizá-lo sem culpa. Mas saiba que, em termos de saúde, não há nenhuma grande vantagem.
Afinal, o que fazer?
Se o objetivo é buscar uma alimentação mais saudável e reduzir os riscos associados ao excesso de sódio, o foco não precisa ser o tipo de sal, mas sim a quantidade consumida e o contexto alimentar como um todo. Por isso, tenho algumas dicas para você:
- Busque uma alimentação mais variada e colorida, com a presença de frutas, legumes, verduras, grãos, feijões e outras leguminosas, oleaginosas, raízes e tubérculos, leite e derivados, carnes e ovos. Esses alimentos são naturalmente ricos em vitaminas e minerais, superando em muito qualquer tipo de sal nesse aspecto.
- Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados, que costumam conter excesso de sal devido à presença de conservantes e outros aditivos alimentares.
- Cozinhe mais em casa, usando ingredientes frescos e naturais. Na hora de temperar, use ervas frescas, alho, cebola, pimenta, limão e especiarias para dar sabor aos pratos, reduzindo a necessidade de sal. Seguindo essa dica você provavelmente também vai acabar consumindo menos ultraprocessados.
- Eduque seu paladar. Vá reduzindo o sal aos poucos, para que seu paladar se acostume. Se você costuma usar uma colher de sopa de sal no preparo de uma receita, experimente usar uma colher de sobremesa. Pequenas mudanças fazem uma grande diferença ao longo do tempo.
- Tire o saleiro da mesa. Esse simples gesto ajuda a evitar a adição automática de sal à comida já pronta.
E lembre-se: o problema não está no sal em si, mas no excesso e no contexto. O sal do Himalaia faz mal quando consumido em exagero, assim como qualquer outro tipo de sal. Pode ser incluído com moderação na alimentação, mas isso não significa um passe livre para exageros ou promessas milagrosas de saúde.
Fique em paz com a comida e deixe os modismos de lado!
Saiba mais!
Agora que já discutimos se o sal do Himalaia faz mal, convido você a conhecer o meu curso online Efeito Sophie!
Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos ou fórmulas mágicas de emagrecimento. Até porque não acredito em nada disso!
A minha missão é te ajudar a fazer as pazes com a comida e corpo, a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida. Para que, enfim, você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.
Com algumas dicas práticas, sempre focando na sua saúde e no seu bem-estar, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura. O peso é consequência da sua saúde.
Vamos juntos nessa?
→ Se inscreva e comece hoje mesmo o curso online Efeito Sophie! ←
Não é o melhor momento para fazer o curso? Não tem problema! Te convido a ler meus livros O Peso das Dietas, os 7 pilares da saúde alimentar e Pare de engolir mitos, assistir uma das minhas próximas palestras ou mesmo agendar uma consulta se precisar de um acompanhamento mais personalizado.
Bon appétit!
Referência
DERAM, Sophie. O peso das dietas: emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas. 2.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.
Se gostou deste artigo sobre sal do Himalaia faz mal, então também vai gostar destes posts que separei para você:












