O que comer?

Existe uma alimentação ideal para a adolescência? Deixe de lado as neuras e foque na sua saúde!

Estamos em meio a um turbilhão de informações nos dias de hoje com a expansão da internet. Com relação ao conhecimento sobre nutrição, não é diferente.
Muito pelo contrário, essa área está saturada da busca pelo ideal: o peso ideal, o corpo ideal e a alimentação ideal.
Embora os adolescentes sejam a geração mais antenada nesse contexto, algumas informações deslocadas podem gerar bastantes dúvidas. Uma evidência disso, é que já recebi muitos pacientes em meu consultório interessados na “alimentação ideal para a adolescência”.
Sendo bem sincera, não sou a favor dessa preocupação com o “ideal”.
Ao invés disso, eu acredito que cada pessoa tem o seu caminho para uma alimentação saudável na adolescência.
Nesse caminho, o mais importante é praticar alguns princípios, que, por consequência, vão levar você a um estado de saúde e bem-estar, como vai poder entender nas linhas abaixo.

Um pouco mais sobre a ideia de alimentação ideal para a adolescência

Apesar de não concordar com essa ideia da alimentação ideal para a adolescência, porque não existe alimentação perfeita,  posso compreender perfeitamente o porquê de tantas preocupações específicas nessa fase da vida.
Não é novidade que esse estágio da vida é marcado por um desenvolvimento físico muito intenso e cheio de modificações no corpo – que vão desde mudanças na voz e o “estirão” para os meninos, até o ganho de um corpo mais curvilíneo e início de ciclo menstrual para as meninas.
No lado psicossocial, o adolescente começa a ser “dono de si” e fazer as próprias escolhas muitas vezes parecidas com a turma deles se desviando do padrão familial.
Assim, nessa fase da adolescência começa a surgir a comparação  e a vontade de modificar a aparência física, então é muito comum se perguntarem como ganhar corpo rápido na adolescência ou até como ter um corpo perfeito
Por tudo isso, é perfeitamente compreensível que os pais e os próprios adolescentes se preocupem em ter a alimentação ideal para sustentar todas essas pressões físicas, psicológicas e sociais acontecendo ao mesmo tempo.
Porém, o problema é que alimentação ideal, propriamente dita, não existe.
Nenhum corpo é igual: temos fatores genéticos, estilo de vida, cultura, hábitos e uma “bagagem” que nos torna únicos, mesmo considerando todos os fatores comuns à adolescência.
O seu ideal é diferente do ideal do seu amigo, o seu ideal é diferente hoje do amanhã, entende?
Por isso, mais uma vez repito esta sugestão: Em vez de se preocupar com a alimentação ideal para a adolescência, pratique os 3 princípios a seguir.
Eles serão importantes para você manter uma alimentação saudável e dar conta das mudanças dessa fase!

1 – Alimentação ideal na adolescência: inclua alimentos energéticos, construtores e reguladores

O princípio número 1 para uma alimentação saudável na adolescência é comer melhor (melhor qualidade e melhor comportamento).
Assim, quando for montar suas refeições, pense da importância da variedade e tente uma combinação de alimentos energéticos, construtores e reguladores.
Guarde o acrônimo “EN.CO.RE” para relembrar o conceito com facilidade! 😉
(Curiosidade: encore significa “ainda ou novamente” em francês!)
Em cada refeição, é interessante que haja pelo menos um representante de cada grupo do EN.CO.RE, porque isso vai garantir muitos nutrientes para o seu corpo:

  • Alimentos energéticos (EN): são ricos em carboidratos e gorduras – batata, arroz, massas, pães, manteiga, aveia, abacate, açúcar, mel, azeite, etc.
  • Alimentos construtores (CO): são fontes de proteína – carnes, ovos, leite, queijo, iogurte natural, feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, etc.
  • Alimentos reguladores (RE): são fonte de fibras, vitaminas e minerais – frutas, legumes e verduras.

Algo interessante de notar é que esses alimentos são encontrados na natureza ou em formas pouco processadas e no nosso bendito prato brasileiro: arroz, feijão , uma carne e legumes! Automaticamente, isso significa que o mais natural conversa melhor com o seu corpo.
Ter prazer também é importante: não se prive de um alimento de que gosta, só porque ele não é considerado “saudável”.
Sobretudo, é necessário equilibrar alimentos que fazem bem ao corpo e ao paladar. Tudo isso sem sofrimento.
Até uma pizza de mussarela se encaixa nesse princípio, pois a massa é do grupo energético (EN), o queijo é construtor (CO) e o molho de tomate é regulador (RE). Viu como é simples?
Está percebendo que a “alimentação ideal para a adolescência” não precisa ser um segredo? Só não esqueça da moderação!

2- Pular refeições não é uma prática saudável

Recebo com frequência em meu consultório adolescentes que pulam as refeições principais – o café da manhã, o almoço e o jantar.
Fazer isso é justamente deixar de praticar o princípio número 2 para uma alimentação que seja ideal na sua adolescência.
Eu sei que “dormir mais cinco minutinhos” é tentador, e que o dia a dia dos adolescentes pode ser bem atarefado e corrido.
Mas, acredite, vale muito a pena realizar as principais refeições com tranquilidade, comendo de preferência alimentos verdadeiros (algo que explico no vídeo abaixo) e em horários regulares.

Vou usar o café da manhã como exemplo: pular essa refeição pode trazer problemas como sonolência, raciocínio lento, mau humor, desmaios, etc.
Você pula seu café da manhã?
Estudar nesse período fica bem mais difícil assim, concorda?
Em contrapartida, realizar essa refeição pode fazer com que o dia comece com mais energia. A fome geralmente vem após 3-4 horas, sem exageros ou sensação de descontrole no momento da refeição seguinte.
Faça o teste! Com o almoço e o jantar não é diferente.
Para que a sua alimentação durante a adolescência seja saudável, respeite as  refeições principais: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar!
Outra situação bem comum no dia a dia do adolescente: substituir as refeições por lanches rápidos, salgados ou chips.
Não é preciso excluir e restringir alimentos no seu dia a dia. Muito pelo contrário, você já vai estar super bem se comer normal.
Quando você troca o almoço por um salgadinho, por exemplo, será que está fazendo a melhor escolha para o seu corpo, sua energia, sua saúde?
É interessante comparar: um pacote grande de chips tem a mesma quantidade de calorias de uma refeição completa – um prato com arroz, feijão, bife, alface, tomate e com direito a salada de frutas de sobremesa. A partir daí, pense: qual opção trará a diversidade de nutrientes que o corpo tanto precisa?
Não é preciso ser fera de matemática, nem contar calorias, para saber que um prato colorido, com comida de verdade, traz muito mais benefícios para a nossa saúde e tem muito mais a ver com a busca a dita “alimentação ideal para a adolescência”.

3- Cuidado com as modas: “alimentação ideal para a adolescência” é uma delas!

A mídia pode atuar na contramão do nosso bem-estar, muitas vezes impondo padrões de beleza na sociedade que deixam de lado a questão da saúde física e mental.
Essa busca de padrão ideal alimenta um grande negócio de dieta, suplementos, cirurgias etc… Se todo mundo respeitar com carinho  a sua própria natureza e não se basear no comportamento da maioria, possivelmente a indústria do suplemento, alimento ou regime milagroso não faria tanto dinheiro como faz no modelo padronizado.
Se nossa sociedade reconhecesse mais a importância do autoconhecimento e do “amar a si mesmo“, possivelmente não teríamos tantos problemas de saúde gerados por insegurança, falta de autoconfiança e baixa autoestima.
Quando pensamos na alimentação ideal para a adolescência não é muito diferente.
Também encontramos um bombardeio de padrões aí.
Basta um clique e vemos na internet uma infinidade de soluções milagrosas para “ganhar massa muscular”, definir músculos, “secar” a barriga, perder peso rápido, entre outras – que enchem os olhos de muitos adolescentes.
No entanto, soluções rápidas e milagrosas podem trazer problemas para o seu corpo e para a sua saúde.
Cuidado!
Esse é o terceiro e último princípio para você ter em mente para uma alimentação saudável na adolescência.
Um bom exemplo dessas soluções milagrosas são as dietas para perder peso…
Bem, essas dietas restritivas podem até emagrecer em um primeiro momento, mas existem grandes chances de você recuperar todo o peso perdido e ainda mais.
Então, manter distância desse tipo de regime alimentar já é uma forma evitar o efeito sanfona! Sim, você sabia que é normal fracassar na dieta?
Pior: as dietas podem abrir espaço para o desenvolvimento de transtornos alimentares.
Em suma, dietas restritivas não valem a pena, definitivamente!
Para quem quer “ganhar corpo” e acha que os suplementos são a salvação, atenção: pode ser um prejuízo para a saúde e para o bolso.
Não faça uso de suplementos sem consultar um profissional especializado.
Se a sua alimentação é completa, provavelmente você não precisar gastar dinheiro com suplementos, por exemplo.
Em relação à fase de crescimento na adolescência, recomendo ter tranquilidade com as mudanças do corpo.
Não é preciso ter uma preocupação adicional com a comida, nem passar por cima dos 3 princípios que acabei de mencionar com soluções imediatistas.
Confie no seu corpo e na natureza.
Ela sabe o que está fazendo há milhares de anos! Deixe a busca pela alimentação ideal para a adolescência de lado e foque no seu bem-estar.
Afinal, a saúde é bem mais importante.
Queira bem o seu corpo, cuide dele com toda a atenção, respeito e carinho que ele merece! Ainda tem dúvidas?
Separamos algumas leituras relacionadas para você que quer saber mais sobre alimentação saudável na adolescência:

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Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos e fórmulas mágicas de emagrecimento – até porque não acredito em nada disso.
Ao invés, eu vou te ajudar a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida.
A minha missão é fazer com que você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.
Com algumas dicas práticas, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura.
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