Nutricoaching

4 ferramentas de nutrição comportamental que geram resultados

Muitos nutricionistas se sentem frustrados diante do uso de técnicas prescritivas da nutrição clássica. Pois, ainda que a prescrição dietética seja importante em alguns casos, ela não é garantia de adesão ao tratamento nem de mudança de hábitos, e outras estratégias têm se mostrado mais eficazes.

Com isso, a Nutrição Comportamental tem ganhado força nos últimos tempos. Os profissionais têm buscado essa abordagem, que é centrada no paciente, tem um olhar biopsicossocial sobre a alimentação e visa a mudança de comportamento alimentar ao invés da perda de peso.

Para colocar essa abordagem em prática existem diversas estratégias e ferramentas de nutrição comportamental que podem ser utilizadas no atendimento ao seu paciente. Aqui, vou apresentar 4 delas, que tenho usado de forma eficaz no meu consultório.

Vamos lá!

1. Metas

Entre as diversas ferramentas de nutrição comportamental utilizadas, a definição de metas é uma das mais conhecidas. Um atendimento baseado em metas efetivas pode apoiar as pessoas na mudança de hábitos.

O acrônimo de metas pode ser bem eficaz e pode ajudar a definir metas possíveis e que refletem as representações do que o paciente deseja:

  • Motivo: é necessário existir um motivo para cumprir a meta definida.
  • Específica: a meta não pode ser geral, como “ter uma vida mais saudável”. O paciente e o profissional necessitam pensar tarefas simples e específicas para atingir um objetivo mais amplo. Um exemplo seria: “comprar frutas uma vez na semana e consumir uma porção delas todos os dias”.
  • Tempo: tem que existir um período de tempo para colocar a meta em ação. Por exemplo, o paciente pode definir que irá iniciar na próxima semana e acompanhar o cumprimento da meta por dois meses.
  • Alcançável: não adianta criar uma meta que não poderá ser alcançada. Oriente o paciente quanto a isso e juntos definam metas que poderão ser cumpridas no prazo estipulado.
  • Sustentável e com Significado pessoal: é importante que os resultados da meta trabalhada possam ser sustentados ao longo do tempo, que não seja imposta pelo profissional e faça sentido para o paciente.

Lembre-se que no decorrer do tratamento as metas precisam ser reavaliadas e, inclusive, os objetivos podem ser redefinidos. Tenha flexibilidade.  

2. Diário Alimentar

O diário alimentar na nutrição comportamental é uma ferramenta bastante utilizada. Ele pode compor uma estratégia de automonitoração, que consiste em observar e registrar comportamentos.

Além de contribuir na percepção dos comportamentos disfuncionais também é uma ótima forma de avaliar o processo terapêutico.

O diário pode ser feito em papel, no celular, aplicativos, ou no computador. É importante que o registro seja realizado logo após as refeições. Diversas informações podem estar contidas em um diário alimentar:

  • horário das refeições;
  • alimento e quantidade consumida;
  • duração da refeição;
  • escala de fome e saciedade;
  • local onde comeu;
  • se estava acompanhado;
  • sentimentos e pensamentos no momento da refeição.

No entanto, fazer o registro do diário alimentar pode não ser uma tarefa fácil para todos os pacientes. Se perceber dificuldades, você pode sugerir que ele inicie registrando apenas determinadas informações e só depois peça um registro mais completo.

Por fim, ao usar esta e outras ferramentas de nutrição comportamental, lembre-se de ter empatia e jamais julgar o paciente pelas suas escolhas alimentares, pois o foco é a mudança comportamental e não a ingestão de calorias e de nutrientes. 

Abaixo está um diário alimentar simples que pode servir de modelo para você.

diário alimentar simples

3. Questionamento socrático

Essa ferramenta é um dos recursos básicos da Terapia Cognitivo Comportamental e pode ser utilizada na psicologia e nutrição comportamental.

Isso não quer dizer que o nutricionista possa lidar com questões de cunho psicológico, pois não temos habilidades para isso. Mas ele pode e deve utilizar o questionamento socrático que consiste em estimular a curiosidade do paciente e dirigir a atenção dele para um determinado tema.

Em vez de o nutricionista dar respostas prontas, ele ajuda o paciente a compreender seus comportamentos, através de perguntas contínuas. Por exemplo, se a pessoa que está sendo atendida afirma que quer emagrecer “para usar um biquíni na praia”, o profissional pode respondê-la com a seguinte pergunta: “como você se sente quando vai à praia?”, fazendo-o pensar sobre a sua afirmação.  

4. Troca de papéis

Também chamada de “jogo de interpretação de personagens” é uma das ferramentas de nutrição comportamental que podem ajudar o paciente a enfrentar determinadas situações da vida real.

Alguém que tem medo de exagerar e receber críticas em um evento social pode se beneficiar com essa técnica, trocando de papel com o nutricionista e aprendendo a lidar com determinadas situações. 

Saiba mais sobre ferramentas de nutrição comportamental

Se quer saber mais sobre ferramentas de nutrição comportamental que podem ser utilizadas no seu consultório, tenho uma dica final para você. Após muitos pedidos de profissionais de saúde que entraram em contato comigo, criei o curso Método Sophie

Ao publicar “O Peso das Dietas”, notei uma necessidade de colegas da área de se atualizarem na ciência da Nutrição em relação ao peso, obesidade e transtornos alimentares, além da área comportamental – algo que ainda não é estudado nas faculdades.

O meu objetivo é apresentar uma Nutrição com Ciência e Consciência e fornecer ferramentas para um atendimento mais personalizado e humanizado, com foco na mudança do comportamento e na construção de uma relação mais saudável com a comida.  

A propósito, tive a honra de formar centenas de profissionais de saúde em mais de 20 estados pelo Brasil, entre nutricionistas, médicos e psicólogos. 

Veja o que eles acham da minha metodologia:

 

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E se ainda não for o momento de fazer o curso, fique à vontade também para assistir a uma das minhas próximas palestras ou mesmo agendar uma consulta no meu escritório.

Referências

ALVARENGA, Marle et al. Nutrição Comportamental. 2.ed. Barueri – SP: Manole, 2019.

Se gostou deste artigo sobre ferramentas de nutrição comportamental, provavelmente vai adorar ler estes posts que separei para você:

  1. O que é Coaching de emagrecimento? Como funciona? Como aplicar?
  2. Nutrição comportamental: curso online vale o investimento?
  3. Especialização em nutrição a distância: vale a pena? Saiba como escolher
  4. Vício em comida: mito ou verdade?

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