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dieta para colesterol alto
dieta para colesterol alto

Dieta para colesterol alto funciona?

Muita gente fala do colesterol como algo muito negativo para o corpo, mas essa gordura traz muitos benefícios e desempenha diversas funções no organismo. O problema é quando o colesterol que circula no sangue está alto, além do recomendado. Nesse caso, é importante tratar a situação. 

Mas como? Durante muito tempo recomendava-se uma dieta para colesterol alto, restringindo da alimentação todas as fontes de colesterol. Porém, hoje sabemos que essa orientação não é a mais adequada.

Aqui você entende melhor o porquê e fica por dentro do assunto. 

Vem comigo!

O que é o colesterol?

O colesterol é uma gordura produzida pelo fígado e não uma doença, como muita gente acredita. Apenas cerca de 15% a 20% do colesterol é obtido pela alimentação, o restante é todo sintetizado pelo organismo.

O colesterol circula pela corrente sanguínea, compõe a estrutura das nossas células, é usado na produção de diversos hormônios, como a vitamina D, o estrogênio, a progesterona e a testosterona. 

Até certo tempo, quem apresentava níveis de colesterol no sangue altos, era logo orientado a fazer uma dieta para colesterol alto e cortar os alimentos ricos nesse nutriente, como ovos, carnes, frutos do mar, miúdos, leite e derivados, entre eles, a manteiga. Ou seja, para diminuir o colesterol, o recomendado era fazer restrição alimentar.

No entanto, essa restrição é desnecessária e, além de não trazer benefícios, pode ser prejudicial. Meu avô, com mais de oito décadas de vida, começou a apresentar colesterol alto. Seguindo as orientações médicas, minha avó, bem intencionada, passou a retirar da alimentação dele todos os alimentos ricos em colesterol — muitos dos quais eram suas comidas favoritas. 

Essa mudança, porém, foi difícil e acabou gerando sofrimento e estresse, o que também influencia nossa saúde.   

O que a ciência diz sobre dieta para colesterol alto?

Veja bem, não sou eu que estou afirmando que uma dieta para colesterol alto é desnecessária, mas sim a ciência.

Atualmente, é consenso que a avaliação do perfil lipídico deve considerar três componentes principais:

  • HDL (High-Density Lipoprotein ou lipoproteínas de alta densidade), conhecido como “colesterol bom”, pois transporta o colesterol em excesso para o fígado, onde é metabolizado e eliminado;
  • LDL (Low-Density Lipoprotein ou lipoproteínas de baixa densidade), chamado de “colesterol ruim” por levar o colesterol para os tecidos. Em excesso, o LDL contribui para a formação de placas de gordura nas paredes das artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares;
  • Triglicerídeos, um tipo de gordura que, assim como o colesterol, circula pela corrente sanguínea. Após as refeições, o corpo converte o excesso de calorias em triglicerídeos, que são armazenados nas células de gordura para serem usados como energia entre as refeições. No entanto, quando seus níveis estão elevados, os triglicerídeos podem aumentar o risco de doenças cardíacas.

A divisão entre “bom” e “ruim” é amplamente difundida, por isso uso aqui para facilitar a compreensão. No entanto, essa classificação pode dar a impressão equivocada de que é necessário eliminar completamente o colesterol “ruim” e manter apenas o “bom”, quando, na realidade, o equilíbrio entre ambos é essencial para a saúde.

Hoje, sabe-se que a dieta para colesterol alto não é o melhor caminho, já que o colesterol presente nos alimentos tem pouca influência sobre os níveis de colesterol no sangue. Um estudo publicado em 2005, corroborado por uma revisão de literatura mais recente, confirma que o impacto do colesterol alimentar é insignificante, não havendo uma correlação direta entre sua ingestão e os níveis sanguíneos.

É por isso que o ovo, que por muito tempo foi considerado um vilão devido ao colesterol presente na gema, pode ser consumido diariamente sem aumentar o risco de doenças cardiovasculares ou outros problemas de saúde. Na verdade, estudos indicam que o ovo pode até exercer um efeito protetor contra doenças cardíacas.

Então, o que fazer para ter bons níveis de colesterol?

Você pode estar se perguntando o que fazer, já que uma dieta para colesterol alto, que restringe alimentos fontes de colesterol, não parece ser tão eficaz para controlar os níveis sanguíneos.

É importante compreender que o nosso corpo não é uma máquina em que, ao simplesmente cortar a gordura, o colesterol será automaticamente reduzido. No entanto, manter hábitos alimentares saudáveis é essencial tanto para a saúde quanto para manter o colesterol em níveis adequados.

Hoje, o foco está em ter um padrão alimentar com mais alimentos que ajudam a reduzir o LDL, como aqueles ricos em gorduras insaturadas — azeite de oliva, abacate e linhaça —, além de incluir fibras, que auxiliam na eliminação do excesso de colesterol. Ao mesmo tempo, é interessante reduzir o consumo de gorduras saturadas e trans, comuns em alimentos ultraprocessados.

Ou seja, o mais importante é priorizar a qualidade, consumindo mais comida fresca e caseira, valorizando a variedade alimentar e evitando a demonização de nutrientes, como as gorduras.

Esse olhar mais flexível não só favorece a saúde física — ao fornecer ao corpo os nutrientes necessários para funcionar bem —, como também promove o bem-estar mental, reduzindo a culpa e o estresse ao comer. Assim, comer deixa de ser um campo de batalha e volta a ser um ato de cuidado e prazer, o que, por si só, contribui para o equilíbrio do organismo e para uma vida mais saudável e plena.

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Referência

DERAM, Sophie. Pare de engolir mitos. 1. ed. – Rio de Janeiro : Sextante, 2024.

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